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domingo, 19 de abril de 2015

CONVITE




Teste de material_técnica_MargaLedora2015


Este é um convite para que me encontrem no Facebook!
Decidi ter uma página para compartilhar coisas que, pela estrutura do FB, vai me facilitar a vida, como compartilhar vídeos de que gostei, informações de artes, de artistas, eventos, que eu pretendo sejam acompanhados por comentários curtos.
Algumas coisas de arte minha vão estar nessa página.
Vai ser mais ágil, vou deixar os textos sobre assuntos que exigem pesquisa, reflexão mais demorada para o blog.
Lá já têm algumas postagens, espero que gostem!
Serão muito bem vindos ao meu Facebook de Artista, aguardo por vocês!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

rApidinha_s(am)p(a)-arte


9282_d_iphone
Alguém sabe o que é a sp-arte?
Não?
É uma exposição?
É uma feira?
Acho que vai depender um pouco do que você for fazer lá.
Eu iria para ver, ouvir, saber, então seria uma exposição à la bienal.
Outros irão para comprar!
Arte como investimento, arte como produto de decoração, arte que dialogue com os olhos e o coração. Uma feira de arte, então é mais isso.
Começa amanhã. Não dura: termina no domingo.
São galerias a expor obras de artistas, representados por elas: 140. São de várias partes do mundo. Do Brasil também.
É um mercado de arte montado no Pavilhão da Bienal, com entrada a R$ 40.
Nunca fui, neste ano não vou. Mas me parece que o ingresso nada convidativo tem alguma intenção, a de os visitantes irem mesmo para comprar, embora haja eventos dentro da feira e a possibilidade de ver arte contemporânea, os artistas, pessoas ligadas à arte, como curadores, creio que marchands, tudo num mesmo espaço.1
Há as talks, mas essas, por muita procura e vagas limitadas, já tiveram suas inscrições encerradas no dia 31 de março passado. Restam os lançamentos de livros, as revistas de arte, as instalações, performances.
Dê uma olhada na programação e veja o que mais lhe interessa.
Sem dúvida, a sp-arte tem seu papel de movimentar o mercado de arte brasileiro, tem o mérito ainda de mostrar arte daqui e de outros países. Não tenho ideia se é boa ou não, não me lembro de uma crítica negativa à feira, mas li algo do tipo. Deve ter lado A e lado B. Ainda não me aprofundei no assunto, mas reconheço que a venda de obras de arte, os valores, isso é assunto complicado e tem de ser tratado. Determinar o valor de uma obra de arte envolve muitos fatores.
Como tenho uma verdadeira loucura por arte, a sp-arte tem lá seu poder de atração.
Da próxima vez irei pra ter a experiência de visitar tantas galerias quanto me for possível.
A feira, como em outros anos, causa um movimento nas artes dentro e fora do espaço onde acontece. Acabo de ler, na programação,  abertura de exposições em galerias fora do Pavilhão da Bienal, em seus endereços, como a Choque Cultural.
Mas não para por aí, galerias em vários pontos da cidade, que não têm nada a ver diretamente com a sp-arte, aproveitam a vinda de colecionadores e pessoas ligadas a e em arte para a feira para mostrar obras de seus artistas em exposições.
É para eu ser rápida nesta postagem, não devia nem mencionar os nomes de artistas,2  a lista é enorme. Eu me permito dizer quem tem obras do pintor brasileiro Iberê Camargo, de Hilal Sami Hilal, artista brasileiro fantástico, do britânico Damien Hirst, o dos animais dentro de tanques de formol, que tem aparecido com obras de arte bem diferentes disso… o artista visual Pedro Hurpia, ele faz pinturas e fotografias e participei de uma ótima oficina cultural com ele no ano passado. Deixa eu citar mulheres artistas, antes que eu pareça machista: a pintora Lucia Laguna e a sensível desenhista Sandra Cinto. Gosto das duas, têm obras muito bonitas.
Quem for vai ver ainda obras de artistas que nos remetem à historia da arte, como Marc Chagall, Alfredo Volpi.
E, para encerrar essa citação nada rápida de alguns artistas, Richard Serra. Escultor e desenhista que tem mexido muito com minha cabeça, por sua visão de arte que muito me faz pensar.
A sp-arte tem um onde e quando com todas as informações sobre horários, preços de ingressos. Nele há uma porção de observações que devem ser “obedecidas” para a sua entrada, vale ler antes de programar a visita.
Agora eu fiquei meio sem jeito até de ter inventado de recomendar a feira de arte. Pode haver uma revista de sua bolsa na saída.
Coisa de (super)mercado.
Abre amanhã, dia 09 de abril, à visitação pública a partir das 13h.
Tem mais informações na página do Facebook da sp-arte!
Ah, o Vale-Cultura dá direito à meia entrada!

_______

1. Ver no link do site Ingresso, de onde tirei a informação e a imagem.
2. Preste atenção na lista, pois vai notar que alguns artistas estão representados por várias galerias, o  que vai permitir ver mais obras do artista que lhe interessar e ter uma noção bacana do percurso desse artista em sua carreira. É só uma dica e um modo de pensar no tempo que vai ter para a visita. Não se esquecendo de deixar se deixar atrair pelos felizes acasos, de grudar os olhos em algo fora do script e se aproximar para ver melhor.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

roteiro: três, várias exposições em sampa


Quero falar de três exposições que pretendo visitar em São Paulo | SP.
Antes explico o porquê de juntá-las.
É que acontecem em locais próximos uns dos outros. Adoro isso, não precisa pegar metrô, ônibus, nem andar muito e dar conta do roteiro.

Vou começar por Travessias de Guilherme Maranhão


Uma breve olhada no convite e nota-se que já está aberta desde o dia 07 de março.
Guilherme eu fiquei conhecendo aqui em Campinas, durante uma oficina de fotografia na Oficina Hilda Hilst, que, se os protestos contra o seu fechamento e de outras oficinas semelhantes não forem ouvidos, vai fechar agora neste Abril.
Não vou me deter no que foi essa oficina de que participei no ano passado, mas falar brevemente das fotografias dele expostas na CASA DA IMAGEM.
No final da oficina, eu perguntei sobre a fotografia dele, queria ver o que ele faz além de fotos como esta da série Plasticidades, feita com câmeras construídas a partir de dispositivo de escâner que permite o aparelho fazer a digitalização do documento ou imagem1
Ele pegou o notebook e abriu uns arquivos. Havia umas fotos bem escuras, quase pretas e Guilherme explicou que eram resultado de ele usar um filme que estava guardado na casa de um amigo fazia 20 anos, o mesmo tempo de carreira dele e o filme estava fungado.
Isso, vencido e com fungos, o que faria qualquer fotógrafo desistir de colocar em sua câmera por não ter noção do que aconteceria com as imagens que registrasse. Guilherme fotografou.
E o que se vê é a série de fotografias na exposição e em livro.
Não preciso dizer que ficou uma obra incrível, as imagens estão com os rastros dos fungos e eles interagem com aquilo que o fotógrafo captou.
Eu mencionei o livro, é Travessia, que foi possível por Guilherme Maranhão ter tido   o projeto do livro vencedor do Prêmio Marc Ferrez Funarte de 2014.
Quer mais detalhes e um depoimento dele antes de sair de casa? Então clique na imagem a seguir

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sexta-feira, 20 de março de 2015

AFRONTA

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Hoje eu não vou falar do editor online onde alterei uma foto minha, dessas 3X4, nem qual foi o outro editor que me permitiu fazer os pontinhos cor de vinho na região dos olhos.
Há pouco de um mês conheci Larissa (Alves), jornalista recém-formada e, como eu, estava indo à Oficina Cultura Hilda Hilst para se inscrever em oficinas. Eu, na de curadoria e crítica de arte; ela, na de moda.
Conversamos no caminho, no ônibus ela tinha me perguntado onde era a Ferreira Penteado, indiquei, descemos, eu também ia para a mesma rua.
Ali já comecei a ver o que vai pela cabeça dela. Perguntou se eu sabia que sou parecida com a escritora Alice Walker, a de Cor púrpura, livro que foi filmado. Eu não tinha visto foto de Alice, fiquei curiosa para ver. O filme eu assisti, com a atriz Whoopi Goldberg, fantástico!
Mas não é para falar de filme que estou aqui.
Está tudo interligado nesta vida, pois conhecer Larissa me levou a ser entrevistada, por sua indicação, por Phran Noctuam para o site AFRONTA.
Ele foi criado por três moças, Ana Maria Sena, Phran Noctuam e Stephanie Ribeiro,

ana maria sena 20

phran noctuam 19
Stephanie Ribeiro 21






 




para dar voz às mulheres negras, para que a gente conte um pouco como tem sido a nossa trajetória de vida, porque muitos acreditam que não há racismo no Brasil, mas sabemos e infelizmente experimentamos, sofremos discriminação em vários graus, desde aquela discriminação que demoramos a entender que foi até as mais explícitas, como ouvir de alguém, por exemplo, que sua arte é “coisa de negro” e não reconhecer o valor do que você faz.  Não aconteceu comigo, mas com uma artista negra que hoje vai ser  a única brasileira a participar da Bienal de Veneza na exposição principal. O nome dela é Sônia Gomes, escultora mineira


artista-mineira-representara-o-pais-na-56a-bienal-de-veneza
Eu nunca havia sido entrevistada. Quem fez a entrevista foi Phran e fui respondendo as perguntas por escrito, procurei ser sincera, me expus um tanto, porque não tem como falar da história que venho trilhando sem tocar em tristezas, frustrações, ainda que já superadas.
A entrevista me fez pensar, repensar minha arte, sobre ser mulher negra, artista, blogueira, pessoa. Uma provocação das boas! Ainda não parei de responder e de pensar nas questões colocadas.
Vou me desculpar pelas respostas longas, só quando vi publicada é que tive noção de quanto são longas, embora quem visite o blog sabe que falo muito.
O blog tem essa função mesmo de registrar minhas ideias, escoar o que penso, sinto, faço, vejo, ouço e na vida eu sou assim, lido com muitos assuntos, é uma multiplicidade de temas que me interessam. A entrevista me deu chance de falar sobre outras coisas além da arte.
Bem, estou no AFRONTA, junto com outras artistas negras e não só artistas, há algumas que militam contra o machismo, o racismo com garra e sensibilidade, são feministas. No site vocês podem saber mais sobre as criadoras dele, as rãzões para terem criado o site.
São três mulheres jovens, estudantes, guerreiras com muita consciência do seu papel na sociedade. São inspiradoras para mim de várias maneiras! Agradeço a Larissa e a cada uma delas pela entrevista.
Agradeço ao amigo Pedro (Cagnazzo), que citei numa das respostas, mas acabei não contando que voltei a fazer arte e nossas conversas têm muito a ver com isso, pelo apoio que seus comentários, suas leituras das imagens e as perguntas representam neste meu caminho de artista desde 2005.
O link está aí, eu estou muito feliz de participar do AFRONTA com minha história de vida e como artista negra que sou!

MARGA LEDORA NO AFRONTA




quinta-feira, 19 de março de 2015

Bienal 31


Bienal 31_SESCCAMPINAS2015

Bienal?
Mas não acabou em dezembro?
Acabou, mas não pra mim, nem para o SESC Campinas | SP.
Para alguns dos artistas da 31ª Bienal também não acabou!
Fiquei sabendo do evento 31ª Bienal de São Paulo – Obras selecionadas, estive lá na terça-feira passada.
Éder Oliveira está realizando sua obra antes da abertura que vai ser somente no dia 24 de março.
Ele é o artista que faz rostos gigantescos,


éder_bienal.org
pintados sobre a parede.
Já falei nele aqui no blog, na postagem
31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui sobre uma polêmica que surgiu não só em relação à obra dele, mas de Thiago Martins de Melo, que também teve obra selecionada para a exposição no
SESC.
Não pude fotografar, filmar Éder pintando, porque, ao perguntar, o segurança não tinha informação para me dar, pediu que eu falasse com um moça que ia saindo do     e ela me disse que a responsável pela exposição, que ainda não abriu, estava ocupada. Eu, igualmente ocupada, tinha coisas pessoais para fazer longe dali, não esperei por muito tempo.
Na hora fiquei chateada, porque queria ter registrado os dois desenhos esboçados, um já pronto, ou quase, e outro em andamento para que vocês acompanhassem um pouco do processo criativo do artista. Isso eu explicaria a essa pessoa.
Não gosto desse tipo de coisa, até entendo, no caso da Bienal em São Paulo, o público só entrou quando tudo estava pronto; no caso do SESC, Éder pinta no caminho para outras áreas em funcionamento normal, na parede do saguão do Galpão Multiuso. 
O desenho base é bem realista, feito com linhas, não sei agora se de grafite, a cor parece ser  desse material. Ele parte de fotografias, vi uma no papel mesmo, mas o vi pintando a partir da foto que está em um notebook.
A impressão que tive é de que faz uma primeira camada em amarelo. Depois usa preto, um vermelho escuro, vinho. Acho que é isso mesmo, acabo de ver no site do SESC, que chamou esse momento prévio à abertura, com Eder Oliveira,  de
Pintura ao Vivo e começou  no dia 13 de março e vai até domingo, dia 22 de março.
Bem que eu tento não escrever muito, mas já fui procurar informações no site e verifiquei que tem um link para uma breve fala de Eder, constando que, sim, tem o fundo amarelo e ele menciona painel e não parede, agora fiquei meio assim em dúvida.
Vou retornar lá na próxima semana e vou ver essas informações de perto.
O vídeo A retratística de Eder Oliveira é um dos três feitos pelo SESC Campinas, o que explica talvez ter de pedir autorização para fotografar o processo, pois eles mesmos iam fazer. Quando terminar esse vídeo, aguardem para ver os outros dois com mais detalhes, são os Time lapse 1 e 2. Neles fica mais claro como são feitos os retratos gigantes.

31ª Bienal de São Paulo – OBRAS SELECIONADAS
Abertura:
dia 24/3 às 20h, no Galpão Multiuso do Sesc Campinas.
Visitação: a partir do dia 25/3 até 7/6, de terça sexta das 8h30 às 21h e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h.
Entrada: grátis.
Endereço: SESC CAMPINAS | SP
Rua Dom José I, 270/333, Bonfim - tel.: (19) 3737-1500, (19) 3737-1503

_______

ML_Assistindo ao vídeo, tirei uma dúvida que me veio enquanto estava lá. Havia um rapaz pintando um retrato e, passaram por mim, dois rapazes e um deles disse animadamente ao outro que o fotografou enquanto ele pintava.
Ouvi isso e fiquei pensando se aquele que pintava era Éder ou um assistente. Ou se aquele com quem cruzei era mesmo um funcionário do SESC que tinha experimentado pintar algum trechinho do retrato.
O vídeo me deu a resposta, eu passei pelo artista e o rapaz de bermuda é o assistente.
Eu quase fui fazer perguntas a ele sobre sua arte ser efêmera, supondo que é feita diretamente nas paredes dos espaços expositivos. Perguntaria mesmo sabendo que ele costuma fazer os retratos no muros de casas nas ruas.
Ainda não o vi falar sobre a questão de serem retratos de pessoas que cometeram crimes, se ele entende que essa passagem dos jornais para as exposições, essa importante como é a Bienal, é tranquila, se ele sabe que chega a chocar não por serem retratos de pessoas negras,  e sim por terem cometido crimes.
Vi numa foto na internet, ele pinta rostos de mulheres, acho uma menina, dá para ver no site ESPAÇO HÚMUS.
A pergunta seria por que pinta mais homens do que mulheres, se as que vejo pintadas têm a ver com algum crime também, ou conta apenas a questão de terem a pele mais escura, um tipo físico que ele pensa relativamente ao preconceito.
Uma última coisa é que o fato de artistas terem auxiliares ser bem comum. No caso de Eder eu entendo mais ainda por se tratar de obras imensas, ele teria problemas no braço, dores nas costas se ficasse pintando o tempo todo, todas as fases da obra tendo poucos dias para pintar tudo.
Não reparei, mas quero ver se os retratos pintados no SESC são os mesmos da Bienal em São Paulo.

quarta-feira, 18 de março de 2015

RECOMENDO




Mais uma novidade no blog, porque a reforma continua!
Eu Recomendo já foi lido em postagens aqui uma porção de vezes. Ele significa que gostei da exposição, do festival de vídeos, sei lá, tem livro, pelo menos um, tem recomendação de visitar site, blog.
Comentei que, em breve, falaria de revistas e outras fontes de informações sobre artes visuais.
Livros, adoro livros, isso, no papel, para manusear, para carregar, sentar e ler com calma.
Eu me acompanho muito bem com livros por perto, bem perto.
Mas o que eu ia contar é que criei um menu no blog,



é essa barrinha logo abaixo do cabeçalho com o nome do blog.
Selecionei alguns marcadores* entre cerca de 82, os marcadores mais usados.
O botão RECOMENDO é muito importante, pois clicando nele vai passar a encontrar textos mais curtos, isso é o que pretendo para dar tempo de você ir ao evento comentado, procurar a revista com artigos sugeridos, comprar o livro que li ou com que apenas tive um contato, mas suficiente para, ao menos, recomendar que passem numa livraria para folhear e chegar às suas próprias conclusões sobre adquirir ou não.
Ah, ir à exposição de que eu comentar, por ter ido visitar ou mesmo antes de ir.
Tenho me chateado bastante no caso de exposições e revistas mensais por não avisar e não dar chance de quem quiser poder se informar sobre eventos ou artigos.
Vou procurar mudar essa situação.
Mais abaixo vai encontrar a primeira postagem com um recomendo desta nova fase do blog!




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* Se alguém se interessar em saber como consegui colocar essas abas, fazer o menu horizontal, pode acessar o link do blog de teste. Nele publiquei um passo a passo do procedimento todo em ABAS, TE QUERO COM ABAS.

Mez(z)anino


26/02/2015 19:46
Foto1_ MargaLedoraBlog


Andando pela livraria [Cultura] da vez anterior em que estive aqui,  notei a (des)arrumação que fez desaparecer dois livros interessantes para mim. Não tinha tempo de procurá-los, vim mais tarde do que hoje.
Me voltei para um livro grande de capa hipnótica

amor lugar comum.

Sim, mudaram de lugar, foram vendidos talvez.
A situação me expõe a novos encontros. Conversas.
Já desistindo, li a palavra ‘Café’ na lombada.
Com Lucian Freud.
Abro. Leio, não o devolvo na estante.
Mudaram também a disposição das poltronas.
Depois de uma breve verificada,  me decido pela que não fica visível do café aonde decidi não ir.
Estou no mezzanino, meu esconderijo.
Tenho uma coisa com biografias, entrevistas,  textos escritos por algumas pessoas.  Se se trata de artistas visuais eu não resisto.
Não sei nada de Lucian. Agora sei um naquinho de sua vida lendo o que escreveu Geordie Greig.
Gostei de saber do que dizia o pintor sobre o que fazia, sobre os materiais.  Há um capítulo  chamado “Tinta”. Fiquei com vontade de ler o artigo que  Freud escreveu em 1954.
Tenho um livro de escritos de artistas, vou gostar se estiver lá.*
Geordie foi sortudo em poder acompanhar o artista por mais de três décadas. Freud também.
A estranheza fica pelo fato de, cada vez que escrevo o sobrenome dele,  não estar me referindo ao outro Freud, seu avô,  o psicanalista.
Admiro o modo como Lucian pintava figura humana. São retratos com as pessoas diante dele.
20h09.
Devo voltar.

_______


ML_Fiz umas pequenas alterações no texto, correções de grafia, acrescentei palavras, deletei outras, trouxe informações que ficaram faltando no dia em que escrevi o texto.
Notas:


1. O outro livro que aparece na foto é de Maria Short, Contexto e narrativa em fotografia.
2. O livro a que me refiro no texto, o de capa hipnótica é de Luis Zerbini, amor lugar comum. Tem uma encadernação especial. A editora é a CosacNaify, a que faz livros diferentes, com arte.

* Não está no livro Teorias da arte moderna, de H.B. Chipp a que me referi. Mas achei o link para o artigo “Some thoughts on painting” de Lucian. É um bom momento para eu ler algo sobre pinturahttps://users.wfu.edu/~laugh/painting2/freud.pdf



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MinHa bIEnal 31



bienal-evento,0

Finalmente consegui parar um pouco para contar de minha visita à Bienal de São Paulo no dia 20 de novembro passado.
Eu creio que cada um que a visite vai sair com uma bienal na cabeça, nos olhos. Cada um faz uma bienal, um percurso dentro daquele enorme espaço de exposição. Corrijo: exposições, o certo, na minha opinião,é dizer no plural. E é no plural que me senti estando ali, exposta a tanto o que ver, ao que se abrir ou não.
Eu, no plural. Digo isso porque me multipliquei para estar naquele Pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, que ora acho adequado, ora não. Encantada por fotografia, uma forte queda por desenho, apaixonada por vídeos, plural nas minhas necessidades artísticas, fui atraída por eles sem descanso.
Cheguei a São Paulo às 11 da manhã e, depois de almoçar num lugar que não era mais o restaurante oriental favorito que eu desejava encontrar, fui à Caixa Cultural e, sem ter planejado, estive na exposição do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil, ambos perto da praça da Sé. E, antes da Bienal, fui à Galeria Olido, na avenida São João, não muito longe da Ipiranga.
Isso tudo vou falar ainda, pois dou prioridade à Bienal porque se encerra no próximo dia 7 de dezembro e devo dizer que recomendo a visita. Sim, recomendo!
Fazia um tempo grande que não me metia com esse evento das artes justamente por seu gigantismo e a variedade de exposições e até a necessidade que surge de voltar outras vezes e isso não ser exatamente possível, fácil para quem não mora na cidade.
Acabo de pensar que podiam fazer uma itinerância da Bienal, levando para cidades do interior algumas das obras expostas no grande evento, como,  a exemplo do qual escrevi recentemente, a Itinerância do Festival de Arte Contemporânea SESC Videobrasil, que leva, no ano seguinte de cada edição que ocorre em São Paulo, as obras premiadas a cidades como Campinas (SP). 
Bem, fui no supetão, tinha pensado bastante em ir, mas o clima chuvoso e outros quetais me faziam desistir. Visitei todos os possíveis empecilhos. Só que achei que, como já tinha falado da Bienal sem ter ido, por conta de uma polêmica sobre dois artistas participantes, achei que era justo e faria bem a artista e a blogueira que sou ir. A blogueira quis contar a vocês sobre a sua Bienal.
Andei lendo sobre o evento e vendo fotografias e vídeos de obras que estão lá. Algumas vi à exaustão, como as dos artistas sobre os quais comentei na postagem 31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui, sobretudo a de Eder Oliveira, também o vídeo da falsa destruição do templo de Salomão recentemente inaugurado na cidade era apontado com algo imperdível.
Ainda na dúvida sobre ir, decidi que não daria mais atenção às obras comentadas na imprensa e revistas de arte. Fiz uma lista me baseando no livreto que acompanha a revista ARTE! Brasileiros para saber os nomes dos artistas, me basendo no que não vi na imprensa, nalguma observação breve sobre o artista no livreto

Anotações e Especial ARTE!Brasileiros set dez 2014_ML2014
e, no meu caderninho, anotei nomes, local dentro do pavilhão (C, B, Colunas etc.)… e o lugar de origem do artista, pois me interessava conhecer aqueles de que nunca tinha ouvido falar. 
Para não me estender, vou dizer que, estando lá, busquei seguir a lista, mas fui chamada pelas obras e houve as que me atraíram de verdade me tomando mais tempo e me fazendo perder de vista certos nomes que inicialmente escolhi. Foi o caso de Val del Omar, que acabei anotando como visto´no alto da página para não me esquecer e depois procurar mais informações sobre ele em casa.
Começo já já a descrever minha Bienal, antes quero falar do logo do evento e de quem fez o desenho, aliás, os desenhos usados pela instituição e que me agradam por demais


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porque desenhos e sou louca por eles e porque os dele me impressionam.
O artista é o indiano Prabhakar Pachpute e ele usa o carvão para desenhar e, digamos assim, o motivo para desenhar vocês vão descobrir indo aos links, clicando nas reproduções dos desenhos acima e na foto dele. Aprecio o modo realista como ele desenha figuras fantásticas, é poesia e consciência viva das coisas que Prabhakar vê e sente! Não vou me deter em falar da arte dele, apenas confesso que me emociona. Reparei, nestes três desenhos, que o artista lida com o não ver, em nenhum deles os personagens têm olhos livres.
Um lembrete: Há obra desse artista exposta na Bienal!
Bem, comecei a escrever no dia 27 e, por alguns contratempos não retomei a escrita até uma ou duas horas atrás, relendo e incluindo mais alguma coisa que acho relevante como a foto do meu caderno e do livreto da ARTE! Brasileiros nº 26, uma revista que eu não conhecia e adquiri numa ida a São Paulo no começo de dezembro e da qual quero falar em outra postagem.
Vou fazer o seguinte, como fotografei e filmei algumas coisas do vi na Bienal, e, claro, tenho de fazer meus comentários e não acho que é o caso de dizer a vocês para verem o que me interessou, vou escrever aos poucos o que vi, ouvi, assisti lá até para não influenciar quem me lê e pretende ir ao evento.
A sugestão é de que cada um de vocês faça a sua Bienal, seu percurso pelo pavilhão, num se deixar invadir pelas exposições, as obras, os artistas.  Por ora é o que sinto vontade de dizer a vocês. Eu recomendo a Bienal de São Paulo, sim!
E, para quem quer chegar lá sem erro, há um ônibus circular saindo da estação de metrô Paraíso, linha azul, direto ao Parque Ibirapuera o 909P/10 Metrô Paraíso - Bienal SP (Pq. Ibirapuera) (é P e não A como aparece na imagem abaixo e que está na página do site do evento


linhaparaisobienal2
ele para nas entradas 1 e 2, tem de entrar no Parque e caminhar um pouco, passando pela Oca, outro espaço expositivo ali. Neste outro link há indicação de outros modos de chegar lá: http://www.31bienal.org.br/pt/visit/814
Não deixem para a última hora, aqui os horários de visitação

ter, qui, sex, dom e feriados: 9h - 19h (entrada até 18h)  qua, sáb: 9h - 22h (entrada até 21h)  fechado às segundas
O ônibus para voltar à Estação Paraíso tem parada exatamente no lugar onde descemos para ir à Bienal.
Na mesma parada passam o tempo todo ônibus para o MAC USP, vale verificar se tem alguma exposição que merece ser visitada. Eu fiquei com vontade de ir à Transarquitetônica de Henrique Oliveira, uma instalação que imagino ser fantástica, mas desisti de ver, tratando de voltar!

Sapatos confortáveis é outra recomendação para a visita!
Na volta para suas casas, quem quiser deixar, no espaço para comentários, algumas impressões sobre a Sua Bienal, serão bem vindos!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

18º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil


Estive no SESC aqui de Campinas na sexta-feira passada.
Meu único interesse era me inscrever num curso de Criação de Blogs.
Estava muito frio, um vento forte, mas, ao sair, já inscrita, decidi ir ao Galpão Multiuso que fica pertinho, mas com outra preocupação minha, queria uma bolsinha para carregar meus cabos de smartphone, lá às vezes tem algum artesanato ou coisa assim.
Não achei.
Olhei bloquinhos, livros, CDs. Meus olhos, de vez em quando, iam mais além da loja

kora prince
e voltavam.
Sabia dos vídeos, sabia do Festival de Arte Contemporânea SESC Videobrasil há um bom tempo, desde o mês anterior e, naquele momento, já estava com o livreto do festival nas mãos e, vendo uma fileira de televisores de plasma, mas não ia até lá, onde via pessoas falando.
Demorei, mas não resisti.
Era um ambiente com luz baixa, paredes em cinza escuro, claro mesmo somente sobre a mesa ampla, com livros e outros informativos sobre o Festival, como se pode ver na fotografia acima.
Vídeos legendados em português. Ainda assim usei os fones de ouvido disponíveis em ganchos logo abaixo das tevês. Desenrolei o cabo, fones devidamente colocados e fiquei ali ouvindo Basir Mahmood.
Achei que ele era indiano. Equívoco: é um artista do Paquistão. O nome dele era uma pista, no entanto não me dei conta.
Ele foi meu primeiro escolhido graças ao equívoco, mas também por eu ver que se tratava de um vídeo – bem, pensava que haveria outros suportes além do vídeo, não me informei antes, apenas dei uns passos e ali estava eu em plena exposição.
Na obra de Mahamood My Father (2010), vi uma pessoa idosa tentando enfiar linha numa agulha. Era um homem de barbas brancas

Basir Mahmood_My Father_from Videobrasil site
Naquela seção de vídeos, os artistas dão seu depoimento sobre a vida, sobre a obra, percebi isso depois, eu estava preocupada em não me demorar, lá fora estava bem frio e não fui devidamente agasalhada para enfrentar ventania.
Me dirigindo para essa área a que me refiro, fiquei um pouco em frente ao vídeo de uma moça oriental e li na legenda que se… ela não teria feito uma escolha.  Parecia triste, nervosa, as mãos denunciavam o nervosismo. Achei podia ser desinteressante saber sobre seu problema, como muitas pessoas que fogem de gente com problemas, embora eu evite fazer isso. Não li o texto com informações preso à parede relativo ao vídeo e segui para o vídeo do artista que não é indiano.
Depois, o segundo artista a quem ouvi foi Lucforsther Diop, nome que estou lendo agora no livreto do festival, porque lá não cheguei a ler e talvez não me lembrasse de qualquer forma agora, menos ainda da grafia de seu nome. Ele é de Camarões, neste momento só me lembrava que era um país da África e que ele vive na Europa. Recorro ao livreto, leio Holanda.
Seu vídeo nele vi sua própria mão. Apenas os dedos se movendo, com a palma dela voltada para o espectador

Lucfosther Diop_from Videobrasil and Lucfosther's blog
A descrição que está no livreto me faz pensar na necessidade de tempo para entender, se relacionar com uma obra que parece banal, mas não é, We Are One fala das relações humanas. Lembro me ouvi-lo mencionar a resistência que tem para viver na Europa e a que teria ou teve, tem quando está no seu país. Maior agora que é um estrangeiro.
Não é incomum ouvir falar nas dificuldades de uma pessoa em se adaptar num lugar que não é o de seu nascimento, ou não, mas um homem negro de África na Europa é bem difícil mesmo.
Confesso que a falta de tempo não me permitiu interagir com a obra dele e ver nos movimentos de seus dedos aquilo que ele quer nos fazer pensar.
Dando mais uns passos entrei na área onde estavam sendo exibidos os vídeos de cada um dos artistas, que é preciso que se diga que tiveram suas obras premiadas ou que receberam menção honrosa neste festival. Aliás, o que veio do festival para Campinas é uma parte itinerante, houve  muito mais artistas participando, aqui veio uma amostra.
Por incrível que pareça a obra que me pegou, me fez esquecer a passagem do tempo, o vento lá fora foi a de Sherman Ong, cujo nome me esqueci, porque o tinha lido ao sair da sala onde assisti a uma parte de Motherland, sua obra, e foi no sábado pela manhã que li no livreto, enquanto estava no mercado aguardando a chegada de minha mãe. Atualmente com o smartphone podemos pesquisar nos lugares mais inusitados, como eu, em pé, diante do carrinho de mercado, fiz com ansiedade, logo vão saber por que razão.
Estou chateada por não ter ido antes ao Festival, não somente por, de certa forma perder de ver com calma os vídeos, os depoimentos, mas por não ter avisado no blog em tempo de mais pessoas irem até o SESC para isso. Terminou no domingo!
Eu teria recomendado com muito gosto que visitassem, ainda recomendo que sigam os liks que vou compartilhar no final do texto para quem ainda tiver interesse de assistir tanto aos depoimentos dos artistas quanto os vídeos citados e outros. É uma recomendação envergonhada, mas recomendo.
Claro que podemos recuperar informações, mesmo os vídeos na internet, mas ficam faltando o ambiente, o tipo de luz, a maneira como as obras foram apresentadas no espaço do SESC. Tudo isso trouxe elementos especiais, condições que não podemos ter em casa diante da tela do monitor ou do notebook, do tablet, muito menos de um smartphone.
Isso vai ficar claro daqui a pouco.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui



   éder_bienal.org thiago_bienal.org

Arte, muita arte,  Bienal é uma imensa exposição de exposições.
Muito o que dizer da Bienal e começo com um artigo que escrevi sob o impacto da crítica de uma jornalista da revista Veja. Antes quero dizer que espero escrever mais aqui sobre esse evento das artes, especialmente porque decidi que neste ano vou colocar calçados confortáveis e estar diante do máximo possível das obras que escolher ver de perto. Adianto que as duas obras que veem acima estão no meu roteiro.
Mas vou ao artigo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Arte em revista*


Sem café&com arte2_ML2014


Quero falar um pouco sobre um tipo de postagem que vou procurar fazer daqui para frente. Sobre revistas e arte. Tem a ver com um hábito meu, o de garimpar para encontrar informações sobre artistas, suas obras, técnicas, materiais de arte, galerias, museus… tudo que está relacionado com arte me interessa muito mesmo e não só por fazer arte, mas por ser Cultura.
O assunto é, especialmente, a arte que encontro em revistas!

domingo, 15 de junho de 2014

Sibylle Peretti_Eu recomendo





De vez em quando recomendo algo aqui e há pouco fui verificar se ainda funciona o link para as obras da fantástica artista Sibylle Peretti. Constatando que sim, tive a ideia de fazer postagens recomendando que visitem os sites ou blogs onde estão as obras dos artistas de que gosto, obras que me emocionam, provocam, fazem refletir não só sobre o ato de criar, os processos de criação, técnicas e materiais usados e que gostaria que mais pessoas vissem, prestigiassem, quiçás, divulgar .
Vou tendo ideias o tempo todo visitando meu próprio blog às vezes.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

BLOG EM REFORMA




Há um bocado de tempo estou para vir aqui e começar uma reforma que vá além de mudar a imagem de início do blog, com meu nome.
Andei participando de uma oficina de produção de conteúdo e curadoria de web* nas últimas semanas, isso porque já tinha decidido que queria mexer no blog, retomar os desenhos, as fotografias e tudo o que diz respeito à arte de um outro jeito, com mais entrega, com uma verdadeira imersão e um investimento de mim mesma nas artes.
Muita coisa aconteceu para eu chegar a essa decisão, mas tem a ver basicamente com reconhecer que não tenho me empenhado o suficiente, que tenho me deixado ir para outras tantas atividades e, embora, elas me deem alguma satisfação, isso não me basta.
Eu me sinto umas tantas vezes não aproveitando, não usando todas as minhas capacidades nem indo para as respostas às minhas perguntas, nem dando espaço ao meu desejo de conhecer, de saber mais, de fluir quem sou.
Nas artes é que posso o meu melhor como pessoa, claro, como artista, mas também como mulher.
Não vou me alongar, ao menos vou tentar isso.
Para a reforma estava em dúvida sobre como mudaria a aparência do blog sem arranjar problemas, pois já me meti a fazer isso em outras ocasiões e não gostei de certas mudanças. Houve susto, por achar que não podia reverter, desfazer aquilo.
Ontem procurando templates, que são modelos de estruturas em que distribuímos as informações que queremos no blog e descobri que se pode criar um blog de teste. Foi um alívio essa informação e criei o meu Marga Ledora Teste

que inicialmente não foi pensando para ser visitado, mas pode ser interessante para mais pessoas, sobretudo quem tem blog ou quer criar um ir vendo minhas experiências, o que deu certo, o que não deu ali e para quem quiser entender como daqui um tempo o o blog oficial vai sendo mudado.
Não pretendo apenas mudar a cara do blog nem apenas passar a escrever mais postagens, as mudanças vão além disso.
Estou pesquisando, pensando, me permitindo ser invadida por ideias diferentes para fazer algo muito melhor por aqui.
Deem uma visitada no blog de teste, lá tem duas postagens breves.
Vão notar que tem uma aparência diferente do blog oficial, já é uma mudança em teste.
Faltam muitas explicações, mas serão dadas no decorrer do processo de reforma, aí vai ficando mais claro aonde quero chegar.
Estou muito bem por finalmente dar os primeiros passos da reforma!


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* Sobre a oficina, vou trazer informações em postagem futura.

ML_ No blog de teste mostro a fotografia a partir da qual criei a imagem acima.

domingo, 14 de abril de 2013

Geografias Internas_Recomendo urgência


Tenho de me desculpar muitas vezes por não ter feito o convite antes para a exposição

Expo ENI 
Sim, mais uma da amiga Eni Ilis, desenhista maravilhosa! Eu me desculpo logo no início porque faltam poucos dias para terminar, é agora no dia 18 de Abril e teve abertura no dia 18 do mês passado. Eu não pude fazer postagem com antecedência.

Bem, mas dessa vez visitei e fotografei as obras. Na imagem acima já dá para ver, na parte inferior, duas de minhas fotografias

Exposição1

nesta aparecem as obras como expostas na Livraria Pontes, devia ter pedido para apagar a luz do ambiente para evitar essa faixa branca sobre o desenho.  Na outra, um dos desenhos


Exposição2
Aqui foto de detalhe

Exposição7
Gosto de fotografar porções da imagem e não simplesmente fazer um recorte a partir da foto da obra inteira. Isso permite visualizar mais detalhes da imagem. E, no caso do desenho de Eni, vejo esse modo de fotografar como necessário, pois quem não puder ver pessoalmente pode ter uma noção da maneira de elaborar esses rostos, ver as expressões, ver mais de seus gestos de criadora.

São obras sem título, feitas com caneta esferográfica sobre papel

Exposição3
de perto, um detalhe

Exposição5
Fico sempre impressionada com a maneira que Eni usa esse instrumento, a caneta muito associada à escrita, para desenhar. É com ele que a artista produz texturas, imagens delicadas e fortes, tons num emaranhado de linhas.

Exposição Geografias Internas na

Livraria Pontes
R. Dr. Quirino, 1223
Centro
Campinas SP
Fones 19 3235-3187

Encerramento no dia 18 de Abril de 2013.

Não posso deixar de mencionar e celebrar a iniciativa de Reinaldo e Eva, os irmãos Pontes, de abrir espaço na livraria para exposições de obras de artistas visuais nesta Campinas carente de bons lugares para divulgação de arte. Ali as obras ficam expostas e também à venda. As de Eni não estão disponíveis para venda.

Vamos ficar atentos, pois já há outras exposições programadas!


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M.L._Tenho de pedir de novo que me desculpem. Este pedido é porque as fotografias mostradas aqui foram salvas num formato inadequado (.gif) e não estão boas nem fazendo jus à beleza dos desenhos de Eni.
Vou melhorar isso em outra postagem, prometo!
Creio que o mais importante no momento é divulgar a exposição e dizer que os desenhos de fato merecem ser vistos pessoalmente. Nenhuma reprodução capta… isso é outra história que pretendo falar em outra ocasião, até porque fidelidade ou graus de fidelidade da fotografia ao original é algo que me leva a inúmeras reflexões, perguntas e foi o que me fez começar a fotografar. Aliás, as fotografias aqui são todas minhas e foram feitas com uma câmera digital. Muito o que comentar sobre essa entrada na fotografia digital. Agora vou poder dizer alguma coisa sobre esse assunto.
Mais um detalhe de obra de Eni,

image

esse eu acabo de reduzir um pouco a foto original e trouxe par cá!
Também quero escrever sobre a experiência de fotografar dentro da livraria enquanto conversava com Eni e João (Bosco).
Para quem quer ver postagens minhas sobre Eni Ilis e João Bosco aqui estão os links
Dois artistas amigos
Exposição na Estação

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Exposição na Estação


Foi aberta no dia 15 de dezembro (2012) a Exposição na Estação em Campinas | SP

Eni

na verdade é um conjunto de três exposições, que vão ficar abertas à visitação até o dia 15 de fevereiro de 2013, com horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h ao meio dia e das 14h às 17h e entrada franca.
O local é o MAM. Isso mesmo, Museu de Arte Moderna de Campinas!
Talvez poucas pessoas saibam sobre  o MAMCampinas, mas explico o porquê.
O museu não tem ainda sede própria, então dá para imaginar as dificuldades pelas quais passa, mas vale ler um pouco da história dele no site, basta clicar no link

mam

nele você vai direto ao Histórico do museu, no site podem ser encontradas informações e reproduções de obras de artistas visuais. Vale a pena navegar pelas páginas ali!
As exposições em cartaz e a anterior têm como espaço [provisório] o saguão da Estação Cultura, na Praça Marechal Floriano Peixoto, s/ n°, Centro

que já foi a estação ferroviária da cidade.
Mas vamos aos artistas que participam das exposições, não é mesmo?
Começo pela exposição individual Arte Contexto. Nela as obras têm uma característica especial porque são arte e são ilustrações porque feitas para o jornal Folha de S. Paulo pelo artista visual e ilustrador João Bosco, que quem me acompanha no blog talvez se lembre que, além da admiração que tenho do artista, ele é meu amigo pois já falei dele na postagem
Dois amigos artistas.
Ainda não visitei as exposições, não sei quais ilustrações João escolheu, mas vou mostrar algumas

image
 image

image

que podem ser vistas em detalhes no site dele: http://www.joaobosco.art.br/?p=47

Observem bem as imagens, há o uso de técnicas variadas como colagem, monotipia, pintura. Isso João faz com maestria. Tenho uma predileção pelos desenhos de monotipia dele, as linhas feitas com essa técnica são das mais belas1.
Na exposição Coletiva de Artistas estão obras da artista e amiga Eni Ilis, de quem falei na mesma postagem dos dois amigos, mencionada há pouco.
Mostro aqui obras dela que podem ser vistas na internet. Tanto ela quanto João participam ativamente de convocatórias de arte postal pelo mundo afora.
Arte Postal é algo muito especial, há uma convocatória, um convite para que se faça um desenho, gravura, fotografia etc. para uma determinada pessoa ou instituição que vai promover uma exposição com todas essas obras. Às vezes é colocado um tema, como nesta que me foi enviada por Eni

Convocatória
aqui é bacana procurar responder as perguntas2 através de imagens, na verdade isso é uma viagem bastante pessoal, é a visão de quem faz a imagem que conta, é isso o que se espera quando se fala em arte postal, mesmo quando o tema é dado por quem propõe a convocatória.
Mas onde estava?
Sim, vamos às obras de Eni


esta encontrei agora há pouco no blog
Goop Mail Art. Uma beleza de desenho, que podem notar foi feito numa página de agenda com caneta esferográfica. Cheio de detalhes essa dupla figura delicadíssima!
Aqui uma bonita colagem sua

 


garimpada no blog
Blackbird Project. É também arte postal, uma maneira incrível de fazer arte e compartilhar com muita gente pelo mundo afora.
Olhem só, ela participou de uma convocatória japonesa



está no site
You Project, com este e outros (ver Galleries de 445 a 447).
Bem, vou falar agora de um artista visual da terceira exposição em cartaz no mesmo espaço, a Estação na Rua. Trata-se de Gustavo Nénão.
Não o conheço pessoalmente. Há alguns meses visitei exposição dele no espaço cultural da Livraria Saraiva, lá vi essas obras



dele. E na rua já vi

Nénão
graffiti3 feito num muro e que tive a sorte de encontrar a reprodução, com o endereço onde pode ser visto 24h por dia, no Portfólio do artista para vocês verem.
Acredito que, depois de ver esses poucos exemplares da arte desses artistas, vai dar vontade de visitar as exposições e ver outras tantas obras não só as deles com a dos outros artistas.
Eu vou, não deixem de ir!

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1. Falo algo sobre monotipia na postagem 
Monotipia | Monotype | Monotipo | Monotipie de 2010, uma das mais visitadas, na qual mostro exemplos de monotipia, inclusive essa com que se faz desenhos, a monotipia de traço ou linha. Mais alguma coisa na postagem Arte minha.
2. Tenho de fazer uma postagem sobre arte postal, estou devendo uma desde 2010 quando participei de uma e avisei no blog [
Arte Postal_1].
Vou transcrever esta convocatória. É o seguinte:

Em português:
PAULO BRUSKY PERGUNTOU: O QUE É ARTE? PARA QUE SERVE?
[A obra deve ter] TAMANHO: 10X15 CM, TÉCNICA LIVRE
ATÉ OD DIA 28/02/13
ENVIE A RESPOSTA PARA: ENI ILIS – CAIXA POSTAL 82, CENTRO
CAMPINAS-SP  CEP: 13012-970

In English:
PAULO BRUSKY ASKED: WHAT IS ART? FOR WHAT?
[The art must have] SIZE: 10X15 CM, FREE TECHNIQUE
DEADLINE: 28.02.13
SEND THE ANSWER TO: ENI ILIS – CAIXA POSTAL 82, CENTRO
CAMPINAS-SP, BRAZIL CEP: 13012-970

Não há júri para a seleção do que for recebido, todas as obras são expostas e, com a internet, passaram ainda a serem divulgadas em site ou blog do evento e em outros tantos espaços internéticos.
3. A técnica que ele usa aqui é o estêncil. Há quem chame de graffiti stencil, quando é feito com essa técnica. Essa outra arte que tenho de merece postagem. O artista Nénão também!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PHOTOGRAFIE






Estou na correria hoje, escrevo só para avisar da abertura da primeira fotogaleria em Campinas | SP.
Claro que isso é muito importante para todos os que amam fotografia e para mim é em dose dupla, porque também fotografo, então tenho fotografia na veia!
Estou alegremente surpresa, fui avisada ontem por uma amiga e há pouco por outro amigo.
Meu desejo é de imenso sucesso a essa galeria, que certamente vai movimentar a cultura da cidade!
Ainda vou falar muito de Photografie aqui e de fotografia, pois estou preparando uma postagem sobre uma oficina de que participei.
Agora vou!