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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui



   éder_bienal.org thiago_bienal.org

Arte, muita arte,  Bienal é uma imensa exposição de exposições.
Muito o que dizer da Bienal e começo com um artigo que escrevi sob o impacto da crítica de uma jornalista da revista Veja. Antes quero dizer que espero escrever mais aqui sobre esse evento das artes, especialmente porque decidi que neste ano vou colocar calçados confortáveis e estar diante do máximo possível das obras que escolher ver de perto. Adianto que as duas obras que veem acima estão no meu roteiro.
Mas vou ao artigo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nova navbar

Mudei de navbar.
A navbar é exibida na parte superior de todos os blogs criados com o Blogger.
No meu caso, nela estão sempre uma imagem e meu nome de artista



A imagem é um recorte de fotografia minha


Chamei primeiro de Estudio, mas é só uma salinha onde tenho alguns materiais de arte, umas telas, pastas com papéis, então nomeei a foto de Mesa das artes.
Às vezes chego até ela sem ideia do que fazer. Tenho uma mania de ir para a sala com materiais de arte que ficam guardados no meu quarto, algum pedaço de papel.
A caixa de lápis, estiletes, borrachas, compasso,




que é um antigo



Como compro giz pastel oleoso avulso, deixo numa caixa


de charutos baianos!
Vou até a sala quase sempre às 16h.
Não, não sei por que razão, verifiquei isso há uns anos. Parece um pouco tarde, pois faltam poucas horas para anoitecer e gosto da luz natural para desenhar. E que ela venha do meu lado esquerdo. Coisa que reparei depois de um tempo, quando pensei que, ao mudar a mesa de lugar, a luz já não entra pela porta mas pelo vitrô.
Manias, mas até perceber fazia inconscientemente.
Já experimentei desenhar ali pela manhã e não foi ruim. À noite é mais estranho. Quem sabe, porque a luz vem do alto e tem outra tonalidade!
Nesta semana estive com dois amigos meus, Eni e João, um casal de artistas de que já falei aqui por ocasião de terem suas obras aceitas num salão de arte. Contei a eles sobre ter descoberto, depois de anos, que já tive uma pintura boa. É que na época achava meu desenho superior, tendo muito mais a ver com o que eu queria expressar, então parei de pintar.
Hoje e no dia em que fiz um mergulho nos meus guardados e vi as tais pinturas, fiquei refletindo se essa comparação tem muito sentido e qual se as pinturas são boas e talvez não tenham que ser mesmo melhores ou não que os desenhos.
Essa pintura que eu faço ou vier a fazer não tem de dar conta dos mesmos assuntos ou ainda que trate não precisa ser do mesmo modo que no desenho, são técnicas diferentes. Pintura e desenho podem me dar recursos diferentes, basta eu parar de querer colocar uma ou outra numa camisa de força.
Na foto estão duas pinturas minhas. A que está escorada na outra é óleo sobre tela. A que serve de apoio é numa técnica mista, agora não me recordo se fiz as cores com gel acrílico e giz pastel seco ou se foi com gel para tinta a óleo. Fiz um arranjo, por isso uma tela aparece de lado e não em pé, a outra cortada na hora do enquadramento, o objetivo não era mostrar as telas e sim os livros.
Ando de novo com problemas para conseguir giz pastel oleoso da Sennelier, daí tenho pensado em retomar  a pintura, isso supondo que terei menos motivos para me chatear ou interromper minha criação de imagens.
E antes que alguém pergunte: não fumo charutos!

_______

ML
_ As fotografias foram feitas com câmeras diferentes.
A da mesa, com a Canon AE-1 PROGRAM de filme; as das caixas feitas com celular Nokia dos antigos, portanto sem a qualidade do filme e de câmeras digitais, mesmo as compactas.
Quis apenas mostrar um pouco do meu material e porque gosto dessas caixas que não têm nada a ver com arte, são bonitas e acho bom dar um novo uso a elas em vez de largar num canto. Curto muito o fato de reaproveitar essas caixas.
Na tampa do estojo de Primeiros Socorros há um papel rosa fixado. Nele escrevi uma coisa que ouvi num pequeno trecho do filme brasileiro Kenoma, frases ditas pelo personagem Lineu, interpretado por José Dumont,

A cabeça diz que é impossível.
As mãos vão ensinar que não!

Releio sempre que a imagem não vem, a solução para o desenho está difícil, em tempo de seca criativa.  Então rabisco ou folheio cadernos com mãos atentas!
Cá entre nós, isso ainda vai se tornar um mantra.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Recomendo_Exposição



Bandeira é pintor e desenhista enormíssimo! Soube de sua existência na livraria Pontes. Encontrei um livro sobre ele, Bandeira de Mello - A arte do desenho, me aproximei do livro porque na capa havia um desenho, não era comum um livro de arte sobre desenho, sobre desenhista.
Tive o prazer sem tamanho de visitar sua exposição Retrospecto, uma retrospectiva, em São Paulo na terça-feira passada* e foi algo de me surpreender e emocionar porque, ao entrar na Caixa Cultural eu não sabia que isso aconteceria,  a visita era para uma outra exposição, a Lágrimas de São Pedro, do artista Vinicius S.A., que foi recomendada no Blog do Josafá  Crisóstomo.
Foi mais ou menos assim: já no balcão de informações vi um catálogo com o nome de Bandeira de Mello, não me era estranho o nome mas me confundi porque há outro artista com sobrenome Bandeira... tenho uma proximidade grande com os desenhos do artista, esses até aquele dia eram inconfundíveis, reconheceria de imediato se folhasse o catálogo.
Fiquei em festa diante de suas pinturas, creio que a maioria é em têmpera e óleo sobre madeira. Há maravilhas, entre elas uma que me chamou atenção depois de quase passar desapercebida por ter sido exposta numa área com pouca luz e pendurada do lado de uma parede (ou expositor). Preparem-se


Chama-se Trapezistas e é de 1994, mede 210 X 27 cm.
Fiquei impressionada com essa pintura, o formato inusitado é um elemento significativo, a imagem concentrada nos trapezistas sem que se possa ver o entorno, nem mesmo o trapézio onde o homem se pendura. Bandeira de Mello traz o exato momento de altíssima confiança entre eles, ali é tudo ou nada, certamente não há rede.
Ele é um artista importante, está na ativa para minha alegria!
Não é todo dia que se é surpreendida com a possibilidade de ver as obras de um amado artista pessoalmente. Não sei o que o ano-novo me reserva, mas esse acontecimento, sem dúvida, vai ser um dos mais marcantes!
Podem ser vistas mais obras e informações sobre o artista em



Bandeira de Mello - "RETROSPECTIVA"
Até o dia 16 de janeiro de 2011
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 - tel. 11 3221 4400
das 9 às 21h

_______
* Na verdade foi na terça dia 04 passado, queria ter recomendado a exposição antes mas não tive tempo, tive contratempos.
Estou bem chateada de só hoje poder retomar a postagem. A exposição termina no próximo domingo, dia 16.
Mas seria pior deixar se encerrar para contar sobre ela. Sinto mesmo!

ML_Vou só falar que no início do texto descrevo Bandeira como "enormíssimo" e o fiz não sem ter vontade de acrescentar "cronópio" como fazia o escritor belga-argentino Julio Cortázar ao se referir a grandes personalidades.