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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Exposição na Estação


Foi aberta no dia 15 de dezembro (2012) a Exposição na Estação em Campinas | SP

Eni

na verdade é um conjunto de três exposições, que vão ficar abertas à visitação até o dia 15 de fevereiro de 2013, com horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h ao meio dia e das 14h às 17h e entrada franca.
O local é o MAM. Isso mesmo, Museu de Arte Moderna de Campinas!
Talvez poucas pessoas saibam sobre  o MAMCampinas, mas explico o porquê.
O museu não tem ainda sede própria, então dá para imaginar as dificuldades pelas quais passa, mas vale ler um pouco da história dele no site, basta clicar no link

mam

nele você vai direto ao Histórico do museu, no site podem ser encontradas informações e reproduções de obras de artistas visuais. Vale a pena navegar pelas páginas ali!
As exposições em cartaz e a anterior têm como espaço [provisório] o saguão da Estação Cultura, na Praça Marechal Floriano Peixoto, s/ n°, Centro

que já foi a estação ferroviária da cidade.
Mas vamos aos artistas que participam das exposições, não é mesmo?
Começo pela exposição individual Arte Contexto. Nela as obras têm uma característica especial porque são arte e são ilustrações porque feitas para o jornal Folha de S. Paulo pelo artista visual e ilustrador João Bosco, que quem me acompanha no blog talvez se lembre que, além da admiração que tenho do artista, ele é meu amigo pois já falei dele na postagem
Dois amigos artistas.
Ainda não visitei as exposições, não sei quais ilustrações João escolheu, mas vou mostrar algumas

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que podem ser vistas em detalhes no site dele: http://www.joaobosco.art.br/?p=47

Observem bem as imagens, há o uso de técnicas variadas como colagem, monotipia, pintura. Isso João faz com maestria. Tenho uma predileção pelos desenhos de monotipia dele, as linhas feitas com essa técnica são das mais belas1.
Na exposição Coletiva de Artistas estão obras da artista e amiga Eni Ilis, de quem falei na mesma postagem dos dois amigos, mencionada há pouco.
Mostro aqui obras dela que podem ser vistas na internet. Tanto ela quanto João participam ativamente de convocatórias de arte postal pelo mundo afora.
Arte Postal é algo muito especial, há uma convocatória, um convite para que se faça um desenho, gravura, fotografia etc. para uma determinada pessoa ou instituição que vai promover uma exposição com todas essas obras. Às vezes é colocado um tema, como nesta que me foi enviada por Eni

Convocatória
aqui é bacana procurar responder as perguntas2 através de imagens, na verdade isso é uma viagem bastante pessoal, é a visão de quem faz a imagem que conta, é isso o que se espera quando se fala em arte postal, mesmo quando o tema é dado por quem propõe a convocatória.
Mas onde estava?
Sim, vamos às obras de Eni


esta encontrei agora há pouco no blog
Goop Mail Art. Uma beleza de desenho, que podem notar foi feito numa página de agenda com caneta esferográfica. Cheio de detalhes essa dupla figura delicadíssima!
Aqui uma bonita colagem sua

 


garimpada no blog
Blackbird Project. É também arte postal, uma maneira incrível de fazer arte e compartilhar com muita gente pelo mundo afora.
Olhem só, ela participou de uma convocatória japonesa



está no site
You Project, com este e outros (ver Galleries de 445 a 447).
Bem, vou falar agora de um artista visual da terceira exposição em cartaz no mesmo espaço, a Estação na Rua. Trata-se de Gustavo Nénão.
Não o conheço pessoalmente. Há alguns meses visitei exposição dele no espaço cultural da Livraria Saraiva, lá vi essas obras



dele. E na rua já vi

Nénão
graffiti3 feito num muro e que tive a sorte de encontrar a reprodução, com o endereço onde pode ser visto 24h por dia, no Portfólio do artista para vocês verem.
Acredito que, depois de ver esses poucos exemplares da arte desses artistas, vai dar vontade de visitar as exposições e ver outras tantas obras não só as deles com a dos outros artistas.
Eu vou, não deixem de ir!

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1. Falo algo sobre monotipia na postagem 
Monotipia | Monotype | Monotipo | Monotipie de 2010, uma das mais visitadas, na qual mostro exemplos de monotipia, inclusive essa com que se faz desenhos, a monotipia de traço ou linha. Mais alguma coisa na postagem Arte minha.
2. Tenho de fazer uma postagem sobre arte postal, estou devendo uma desde 2010 quando participei de uma e avisei no blog [
Arte Postal_1].
Vou transcrever esta convocatória. É o seguinte:

Em português:
PAULO BRUSKY PERGUNTOU: O QUE É ARTE? PARA QUE SERVE?
[A obra deve ter] TAMANHO: 10X15 CM, TÉCNICA LIVRE
ATÉ OD DIA 28/02/13
ENVIE A RESPOSTA PARA: ENI ILIS – CAIXA POSTAL 82, CENTRO
CAMPINAS-SP  CEP: 13012-970

In English:
PAULO BRUSKY ASKED: WHAT IS ART? FOR WHAT?
[The art must have] SIZE: 10X15 CM, FREE TECHNIQUE
DEADLINE: 28.02.13
SEND THE ANSWER TO: ENI ILIS – CAIXA POSTAL 82, CENTRO
CAMPINAS-SP, BRAZIL CEP: 13012-970

Não há júri para a seleção do que for recebido, todas as obras são expostas e, com a internet, passaram ainda a serem divulgadas em site ou blog do evento e em outros tantos espaços internéticos.
3. A técnica que ele usa aqui é o estêncil. Há quem chame de graffiti stencil, quando é feito com essa técnica. Essa outra arte que tenho de merece postagem. O artista Nénão também!

sábado, 14 de maio de 2011

Dois artistas amigos



Dentro de mais algumas horas a exposição estará sendo aberta


e tenho o prazer de contar a vocês que conheço dois dos artistas que tiveram suas obras selecionadas para este evento


Antes de falar nisso, quero contar como os conheci. Em março participei da Oficina do Livro de Artista na Oficina Cultural Hilda Hilst, que tinha como orientador João Bosco1. Ainda vou mostrar o que andei fazendo nessa oficina que foi maravilhosa em vários pontos, pois até voltei a desenhar depois de meses lidando mais com fotografia e outros assuntos. Já vou eu me dispersar, devo me deter no assunto.
Um ponto alto foi o convívio com pessoas cheias de vontade de aprender, trocar informações, experiências e tudo em companhia de João, que dividiu com a gente o que sabe, o que pensa, sente e vive fazendo arte, ele que é artista plástico e também ilustrador do jornal Folha de S. Paulo. Aliás, é ainda um grande divulgador de outros artistas. Muito se falou dos artistas da Campinas, algo raro em cursos e oficinas em que muito do que se diz é sobre artistas estrangeiros apenas. João valoriza toda a arte e compartilha o que sabe com quem está perto.
Uma pessoa de presença marcante foi Eni. Durante as apresentações iniciais em que cada um diz o que faz, por que decidiu participar da oficina, essa moça foi das mais rápidas, manifestando uma timidez rara porque Eni trabalha silenciosa em seus desenhos carregados de significações, tecidas com linhas que surgem belas no espaço da folha de papel visitada por seus gestos delicados.
Ah... mas e quando lhe vêm as palavras... e me expresso assim porque, depois de visitar meu  blog, Eni escreveu suas impressões. Ela se expressa de um modo sensível, atento, com uma emoção e sinceridade inesperados e que eu segurei, ainda seguro com as duas mãos de tão bom de ler.
Primeiro vi um desenho de Eni, que ela não quis descrever e não precisava. Figuras humanas em meio a uma trama de linhas, nos enchendo de perguntas que devem mesmo ser dirigidas a ele, o desenho, e a nós.  Seu livro de artista, vi pronto, em cada página uma imagem formada por papéis rasgadinhos, colagens. Não sei de sua formação, de quando começou a fazer arte, o importante é ouvi-la, lê-la, ver suas criações, por que eu haveria de saber mais? É evidente a delicadeza e a força do que cria, do que diz, de quem é Eni
Sem título

João fez um livro de artista que é bárbaro. Diz que é sobre o nada, mas me pus a uma leitura da superfície das páginas supostamente vazias e

                                                
Ambos já se conheciam, João e Eni. Eu tive a sorte de encontrar os dois. Eles têm bondade e respeito pelo outro, são pessoas que sabem como iluminar caminhos da arte e da vida para si, o que é essencial, e especialmente para os outros.
Eni e João participam da Bienal com essas monotipias2


Sem título, de Eni Ilis
Monotipia s/papel


Memórias da parede, de João Bosco
Monotipia s/tela3

Que a exposição, que vai ficar aberta à visitação até o dia 25 de junho, leve mais olhos às artes de Eni e João!

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1. No site de João Bosco dá para ver mais obras dele, aproveitem: www.joaobosco.art.br
João também tem belos cartões feitos um a um, ou seja, são pequenas obras de arte, à venda em alguns lugares: em Campinas (Livraria Pontes, Café &Arte, Inventor de Sonhos) e em outros locais. 
2. Há controvérsias sobre monotipia ser gravura por conta de não ser feita com uma matriz com que se possa reproduzir a imagem mais vezes. Fico contente de para os organizadores da Bienal o critério ser outro, certamente o da qualidade da obra, para a seleção, o que amplia a possibilidade de participação  de quem tem essa arte como meio de expressão. 
3. João faz arte de uma modo muito seu, nesta monotipia, por exemplo, ele preparou a tela com tinta latex e massa corrida antes de fazer a monotipia com tinta gráfica.   
                      
ML_Quero comentar sobre a confiança de Eni e João quando pedi para me enviarem fotografias das obras selecionadas para esta postagem. As fotografias são de João. E dizer que o fiz movida pela alegria de poder compartilhar a notícia, fazer o convite não exatamente para a abertura, pois demorei a começar a postagem, mas sim convidar para visitar a exposição.  
Devo confessar que tem dois lados quando se escreve sobre pessoas que se conhece não importa o tempo que faz isso. Não me propus mesmo em descrever as obras, as monotipias de linha deles a gente nota que cada um tem sua personalidade, seu repertório de imagens e isso é o que faz a riqueza da expressão artística de João e Eni. Cada um com sua bagagem de vida construindo um universo de imagens. 
O outro lado é um certo receio de não fazer a melhor colocação, a abordagem merecida; é diferente escrever sobre artistas, pessoas com quem não convivi, embora possa dizer que escrever é sempre uma responsabilidade grande. E, como diz João, tem um componente afetivo permeando minha escrita e uma ansiedade em contar logo a todos que neste momento os dois e todos os selcionados, os envolvidos no evento devem estar em meio a uma agitação gostosa, talvez um pouco tensa mas daquelas que vão ficar na história pessoal deles.
Ser selecionado para uma bienal, um salão de arte, um concurso, representa um reconhecimento, uma valorização importante dessa arte que é feita pelos artistas em seus ateliês, e naturalmente uma oportunidade de levar ao público suas obras.
Devo confessar que fui vencida pelo tempo pois termino a postagem com a abertura da exposição acontecendo.