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segunda-feira, 18 de julho de 2016

De volta



Sim, faz um tempo grande que não publico uma linha no blog. Quero agradecer aos que continuam seguindo o blog, visitando! Vejo o número de visitas crescendo dia a dia mesmo na minha ausência!

Isso é muito especial  pra mim, porque tenho pensado em parar de escrever aqui, cheguei a criar um blog na WordPress (Marga Ledora), outra plataforma mais badalada que esta em que está o meu blog. Na verdade, há  motivos técnicos e também uma preocupação com o destino de minhas postagens, será que quem cita o que escrevo diz a fonte? Sei que isso é internet e a questão  da autoria fica numa zona nublada, embora direitos autorais existam e devam ser observados.

Participei de um laboratório de criação literária e descobri que o que escrevo aqui são ensaios e têm valor, foram considerados bons até para um livro pelo coordenador, o escritor Marcelino Freire, que admiro!

Isso foi muito depois de minha preocupação com o destino dos meus textos e sobretudo um susto que tomei no ano passado ao tentar entrar no blog e receber o aviso do Blogger de que não podia mais, uma situação que me desgostou um bocado!

Estou de volta, gosto deste blog, ele é meu cartão de visita, sempre falo nele quando alguém pergunta o que faço. Faço arte e tenho um blog, um blog abandonado algumas vezes, mas meu blog querido! Volto pra contar que ontem soube do prêmio Prix Canson 2016 vencedores, entre eles, Njideka Akunyili Crosby, que foi quem fez a obra acima e venceu em primeiro lugar.

sábado, 23 de maio de 2015

Des.fa.zi.men.to



Tem Amilcar de Castro, Wassily Kandinsky.
Engancho nas respostas de Diego de Santos (por Leandro Fazolla, pp. 82-83). Não sabia dele, mas já apresentou fotografias no Prêmio PIPA. Tenho de ficar atenta aos participantes desse prêmio.
Mostram pouco, De Santos desenha lindamente e fala bem. Ele tem um pensamento muito claro, usa termos acadêmicos. Podiam dizer de sua formação.
Há resenhas, uma seção de livros lançados.  O que me chamou atenção, folheando a DASartes (39|abril/maio) é o destaque às artistas. Na capa obra de Tomie Ohtake. Dentro Fernanda Valadares num anúncio da mamute galeria de arte em Porto Alegre. Abramovic, Marina Abramovic no Brasil em entrevista e artigo, separados por artigo sobre Daniela Mattos e extenso texto sobre Tomie.
E Nise da Silveira, que não foi artista, mas sim psiquiatra e que usou arte para o tratamento de esquizofrênicos no Centro Psiquiátrico Pedro ll no Rio de Janeiro. Beatriz Milhazes, que alguns chamam de arte decorativa [o que ela faz] e eu concordo, que não vou explicar o motivo, agora não,  por eu estar ocupada com outra artista, apresentada por Alexandre Sá, seu amigo.
O título do artigo é o nome dela.  “Daniela Mattos”.

domingo, 7 de dezembro de 2014

MinHa BIEnal 31_Desenhos




logo
Na postagem anterior MinHa BIEnal 31, eu acabei não falando o que vi no evento por não desejar influenciar, também por ainda estar editando o material que produzi não só da Bienal mas das outras exposições que visitei em São Paulo | SP no mês de novembro.
Além do artista Prabhakar Pachpute que fez os desenhos usados no cartaz, no logo, no site e outros materiais impressos ou não da própria Bienal e de ele expor uma obra ou três obras se assim preferirmos, pois…
Até ia compartilhar aqui uma imagem de Dark clouds of the future,1 obra desenhada por ele que está exposta no evento, mas encontrei algo muito bonito e que vão perceber só no final do vídeo o motivo de eu trazê-lo



O vídeo de mesmo título da obra a que me referi está no vimeo,2 juntamente com outro, ambos resultantes de muito talento mesmo de Pachpute e de sua visão particular e poética do que vê, sente no lugar onde nasceu.
Foi pouco antes do final da visita que me dei conta da presença insistente do desenho no evento que tem de tudo, desde de desenho, passando por pintura, fotografia, vídeo, instalação, curta-metragem, gravura, tapeçaria, acho que citei tudo… faltou escultura.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MinHa bIEnal 31



bienal-evento,0

Finalmente consegui parar um pouco para contar de minha visita à Bienal de São Paulo no dia 20 de novembro passado.
Eu creio que cada um que a visite vai sair com uma bienal na cabeça, nos olhos. Cada um faz uma bienal, um percurso dentro daquele enorme espaço de exposição. Corrijo: exposições, o certo, na minha opinião,é dizer no plural. E é no plural que me senti estando ali, exposta a tanto o que ver, ao que se abrir ou não.
Eu, no plural. Digo isso porque me multipliquei para estar naquele Pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, que ora acho adequado, ora não. Encantada por fotografia, uma forte queda por desenho, apaixonada por vídeos, plural nas minhas necessidades artísticas, fui atraída por eles sem descanso.
Cheguei a São Paulo às 11 da manhã e, depois de almoçar num lugar que não era mais o restaurante oriental favorito que eu desejava encontrar, fui à Caixa Cultural e, sem ter planejado, estive na exposição do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil, ambos perto da praça da Sé. E, antes da Bienal, fui à Galeria Olido, na avenida São João, não muito longe da Ipiranga.
Isso tudo vou falar ainda, pois dou prioridade à Bienal porque se encerra no próximo dia 7 de dezembro e devo dizer que recomendo a visita. Sim, recomendo!
Fazia um tempo grande que não me metia com esse evento das artes justamente por seu gigantismo e a variedade de exposições e até a necessidade que surge de voltar outras vezes e isso não ser exatamente possível, fácil para quem não mora na cidade.
Acabo de pensar que podiam fazer uma itinerância da Bienal, levando para cidades do interior algumas das obras expostas no grande evento, como,  a exemplo do qual escrevi recentemente, a Itinerância do Festival de Arte Contemporânea SESC Videobrasil, que leva, no ano seguinte de cada edição que ocorre em São Paulo, as obras premiadas a cidades como Campinas (SP). 
Bem, fui no supetão, tinha pensado bastante em ir, mas o clima chuvoso e outros quetais me faziam desistir. Visitei todos os possíveis empecilhos. Só que achei que, como já tinha falado da Bienal sem ter ido, por conta de uma polêmica sobre dois artistas participantes, achei que era justo e faria bem a artista e a blogueira que sou ir. A blogueira quis contar a vocês sobre a sua Bienal.
Andei lendo sobre o evento e vendo fotografias e vídeos de obras que estão lá. Algumas vi à exaustão, como as dos artistas sobre os quais comentei na postagem 31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui, sobretudo a de Eder Oliveira, também o vídeo da falsa destruição do templo de Salomão recentemente inaugurado na cidade era apontado com algo imperdível.
Ainda na dúvida sobre ir, decidi que não daria mais atenção às obras comentadas na imprensa e revistas de arte. Fiz uma lista me baseando no livreto que acompanha a revista ARTE! Brasileiros para saber os nomes dos artistas, me basendo no que não vi na imprensa, nalguma observação breve sobre o artista no livreto

Anotações e Especial ARTE!Brasileiros set dez 2014_ML2014
e, no meu caderninho, anotei nomes, local dentro do pavilhão (C, B, Colunas etc.)… e o lugar de origem do artista, pois me interessava conhecer aqueles de que nunca tinha ouvido falar. 
Para não me estender, vou dizer que, estando lá, busquei seguir a lista, mas fui chamada pelas obras e houve as que me atraíram de verdade me tomando mais tempo e me fazendo perder de vista certos nomes que inicialmente escolhi. Foi o caso de Val del Omar, que acabei anotando como visto´no alto da página para não me esquecer e depois procurar mais informações sobre ele em casa.
Começo já já a descrever minha Bienal, antes quero falar do logo do evento e de quem fez o desenho, aliás, os desenhos usados pela instituição e que me agradam por demais


Prabhakar-Pachpute-2013
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20131023130833-Untitled














porque desenhos e sou louca por eles e porque os dele me impressionam.
O artista é o indiano Prabhakar Pachpute e ele usa o carvão para desenhar e, digamos assim, o motivo para desenhar vocês vão descobrir indo aos links, clicando nas reproduções dos desenhos acima e na foto dele. Aprecio o modo realista como ele desenha figuras fantásticas, é poesia e consciência viva das coisas que Prabhakar vê e sente! Não vou me deter em falar da arte dele, apenas confesso que me emociona. Reparei, nestes três desenhos, que o artista lida com o não ver, em nenhum deles os personagens têm olhos livres.
Um lembrete: Há obra desse artista exposta na Bienal!
Bem, comecei a escrever no dia 27 e, por alguns contratempos não retomei a escrita até uma ou duas horas atrás, relendo e incluindo mais alguma coisa que acho relevante como a foto do meu caderno e do livreto da ARTE! Brasileiros nº 26, uma revista que eu não conhecia e adquiri numa ida a São Paulo no começo de dezembro e da qual quero falar em outra postagem.
Vou fazer o seguinte, como fotografei e filmei algumas coisas do vi na Bienal, e, claro, tenho de fazer meus comentários e não acho que é o caso de dizer a vocês para verem o que me interessou, vou escrever aos poucos o que vi, ouvi, assisti lá até para não influenciar quem me lê e pretende ir ao evento.
A sugestão é de que cada um de vocês faça a sua Bienal, seu percurso pelo pavilhão, num se deixar invadir pelas exposições, as obras, os artistas.  Por ora é o que sinto vontade de dizer a vocês. Eu recomendo a Bienal de São Paulo, sim!
E, para quem quer chegar lá sem erro, há um ônibus circular saindo da estação de metrô Paraíso, linha azul, direto ao Parque Ibirapuera o 909P/10 Metrô Paraíso - Bienal SP (Pq. Ibirapuera) P e não A como aparece na imagem abaixo e que está na página do site do evento


linhaparaisobienal2
ele para nas entradas 1 e 2, tem de entrar no Parque e caminhar um pouco, passando pela Oca, outro espaço expositivo ali. Neste outro link há indicação de outros modos de chegar lá: http://www.31bienal.org.br/pt/visit/814
Não deixem para a última hora, aqui os horários de visitação

ter, qui, sex, dom e feriados: 9h - 19h (entrada até 18h)  qua, sáb: 9h - 22h (entrada até 21h)  fechado às segundas
O ônibus para voltar à Estação Paraíso tem parada exatamente no lugar onde descemos para ir à Bienal.
Na mesma parada passam o tempo todo ônibus para o MAC USP, vale verificar se tem alguma exposição que merece ser visitada. Eu fiquei com vontade de ir à Transarquitetônica de Henrique Oliveira, uma instalação que imagino ser fantástica, mas desisti de ver, tratando de voltar!

Sapatos confortáveis é outra recomendação para a visita!
Na volta para suas casas, quem quiser deixar, no espaço para comentários, algumas impressões sobre a Sua Bienal, serão bem vindos!

domingo, 14 de abril de 2013

Geografias Internas_Recomendo urgência


Tenho de me desculpar muitas vezes por não ter feito o convite antes para a exposição

Expo ENI 
Sim, mais uma da amiga Eni Ilis, desenhista maravilhosa! Eu me desculpo logo no início porque faltam poucos dias para terminar, é agora no dia 18 de Abril e teve abertura no dia 18 do mês passado. Eu não pude fazer postagem com antecedência.

Bem, mas dessa vez visitei e fotografei as obras. Na imagem acima já dá para ver, na parte inferior, duas de minhas fotografias

Exposição1

nesta aparecem as obras como expostas na Livraria Pontes, devia ter pedido para apagar a luz do ambiente para evitar essa faixa branca sobre o desenho.  Na outra, um dos desenhos


Exposição2
Aqui foto de detalhe

Exposição7
Gosto de fotografar porções da imagem e não simplesmente fazer um recorte a partir da foto da obra inteira. Isso permite visualizar mais detalhes da imagem. E, no caso do desenho de Eni, vejo esse modo de fotografar como necessário, pois quem não puder ver pessoalmente pode ter uma noção da maneira de elaborar esses rostos, ver as expressões, ver mais de seus gestos de criadora.

São obras sem título, feitas com caneta esferográfica sobre papel

Exposição3
de perto, um detalhe

Exposição5
Fico sempre impressionada com a maneira que Eni usa esse instrumento, a caneta muito associada à escrita, para desenhar. É com ele que a artista produz texturas, imagens delicadas e fortes, tons num emaranhado de linhas.

Exposição Geografias Internas na

Livraria Pontes
R. Dr. Quirino, 1223
Centro
Campinas SP
Fones 19 3235-3187

Encerramento no dia 18 de Abril de 2013.

Não posso deixar de mencionar e celebrar a iniciativa de Reinaldo e Eva, os irmãos Pontes, de abrir espaço na livraria para exposições de obras de artistas visuais nesta Campinas carente de bons lugares para divulgação de arte. Ali as obras ficam expostas e também à venda. As de Eni não estão disponíveis para venda.

Vamos ficar atentos, pois já há outras exposições programadas!


_______

M.L._Tenho de pedir de novo que me desculpem. Este pedido é porque as fotografias mostradas aqui foram salvas num formato inadequado (.gif) e não estão boas nem fazendo jus à beleza dos desenhos de Eni.
Vou melhorar isso em outra postagem, prometo!
Creio que o mais importante no momento é divulgar a exposição e dizer que os desenhos de fato merecem ser vistos pessoalmente. Nenhuma reprodução capta… isso é outra história que pretendo falar em outra ocasião, até porque fidelidade ou graus de fidelidade da fotografia ao original é algo que me leva a inúmeras reflexões, perguntas e foi o que me fez começar a fotografar. Aliás, as fotografias aqui são todas minhas e foram feitas com uma câmera digital. Muito o que comentar sobre essa entrada na fotografia digital. Agora vou poder dizer alguma coisa sobre esse assunto.
Mais um detalhe de obra de Eni,

image

esse eu acabo de reduzir um pouco a foto original e trouxe par cá!
Também quero escrever sobre a experiência de fotografar dentro da livraria enquanto conversava com Eni e João (Bosco).
Para quem quer ver postagens minhas sobre Eni Ilis e João Bosco aqui estão os links
Dois artistas amigos
Exposição na Estação

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Exposição na Estação


Foi aberta no dia 15 de dezembro (2012) a Exposição na Estação em Campinas | SP

Eni

na verdade é um conjunto de três exposições, que vão ficar abertas à visitação até o dia 15 de fevereiro de 2013, com horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h ao meio dia e das 14h às 17h e entrada franca.
O local é o MAM. Isso mesmo, Museu de Arte Moderna de Campinas!
Talvez poucas pessoas saibam sobre  o MAMCampinas, mas explico o porquê.
O museu não tem ainda sede própria, então dá para imaginar as dificuldades pelas quais passa, mas vale ler um pouco da história dele no site, basta clicar no link

mam

nele você vai direto ao Histórico do museu, no site podem ser encontradas informações e reproduções de obras de artistas visuais. Vale a pena navegar pelas páginas ali!
As exposições em cartaz e a anterior têm como espaço [provisório] o saguão da Estação Cultura, na Praça Marechal Floriano Peixoto, s/ n°, Centro

que já foi a estação ferroviária da cidade.
Mas vamos aos artistas que participam das exposições, não é mesmo?
Começo pela exposição individual Arte Contexto. Nela as obras têm uma característica especial porque são arte e são ilustrações porque feitas para o jornal Folha de S. Paulo pelo artista visual e ilustrador João Bosco, que quem me acompanha no blog talvez se lembre que, além da admiração que tenho do artista, ele é meu amigo pois já falei dele na postagem
Dois amigos artistas.
Ainda não visitei as exposições, não sei quais ilustrações João escolheu, mas vou mostrar algumas

image
 image

image

que podem ser vistas em detalhes no site dele: http://www.joaobosco.art.br/?p=47

Observem bem as imagens, há o uso de técnicas variadas como colagem, monotipia, pintura. Isso João faz com maestria. Tenho uma predileção pelos desenhos de monotipia dele, as linhas feitas com essa técnica são das mais belas1.
Na exposição Coletiva de Artistas estão obras da artista e amiga Eni Ilis, de quem falei na mesma postagem dos dois amigos, mencionada há pouco.
Mostro aqui obras dela que podem ser vistas na internet. Tanto ela quanto João participam ativamente de convocatórias de arte postal pelo mundo afora.
Arte Postal é algo muito especial, há uma convocatória, um convite para que se faça um desenho, gravura, fotografia etc. para uma determinada pessoa ou instituição que vai promover uma exposição com todas essas obras. Às vezes é colocado um tema, como nesta que me foi enviada por Eni

Convocatória
aqui é bacana procurar responder as perguntas2 através de imagens, na verdade isso é uma viagem bastante pessoal, é a visão de quem faz a imagem que conta, é isso o que se espera quando se fala em arte postal, mesmo quando o tema é dado por quem propõe a convocatória.
Mas onde estava?
Sim, vamos às obras de Eni


esta encontrei agora há pouco no blog
Goop Mail Art. Uma beleza de desenho, que podem notar foi feito numa página de agenda com caneta esferográfica. Cheio de detalhes essa dupla figura delicadíssima!
Aqui uma bonita colagem sua

 


garimpada no blog
Blackbird Project. É também arte postal, uma maneira incrível de fazer arte e compartilhar com muita gente pelo mundo afora.
Olhem só, ela participou de uma convocatória japonesa



está no site
You Project, com este e outros (ver Galleries de 445 a 447).
Bem, vou falar agora de um artista visual da terceira exposição em cartaz no mesmo espaço, a Estação na Rua. Trata-se de Gustavo Nénão.
Não o conheço pessoalmente. Há alguns meses visitei exposição dele no espaço cultural da Livraria Saraiva, lá vi essas obras



dele. E na rua já vi

Nénão
graffiti3 feito num muro e que tive a sorte de encontrar a reprodução, com o endereço onde pode ser visto 24h por dia, no Portfólio do artista para vocês verem.
Acredito que, depois de ver esses poucos exemplares da arte desses artistas, vai dar vontade de visitar as exposições e ver outras tantas obras não só as deles com a dos outros artistas.
Eu vou, não deixem de ir!

_______
1. Falo algo sobre monotipia na postagem 
Monotipia | Monotype | Monotipo | Monotipie de 2010, uma das mais visitadas, na qual mostro exemplos de monotipia, inclusive essa com que se faz desenhos, a monotipia de traço ou linha. Mais alguma coisa na postagem Arte minha.
2. Tenho de fazer uma postagem sobre arte postal, estou devendo uma desde 2010 quando participei de uma e avisei no blog [
Arte Postal_1].
Vou transcrever esta convocatória. É o seguinte:

Em português:
PAULO BRUSKY PERGUNTOU: O QUE É ARTE? PARA QUE SERVE?
[A obra deve ter] TAMANHO: 10X15 CM, TÉCNICA LIVRE
ATÉ OD DIA 28/02/13
ENVIE A RESPOSTA PARA: ENI ILIS – CAIXA POSTAL 82, CENTRO
CAMPINAS-SP  CEP: 13012-970

In English:
PAULO BRUSKY ASKED: WHAT IS ART? FOR WHAT?
[The art must have] SIZE: 10X15 CM, FREE TECHNIQUE
DEADLINE: 28.02.13
SEND THE ANSWER TO: ENI ILIS – CAIXA POSTAL 82, CENTRO
CAMPINAS-SP, BRAZIL CEP: 13012-970

Não há júri para a seleção do que for recebido, todas as obras são expostas e, com a internet, passaram ainda a serem divulgadas em site ou blog do evento e em outros tantos espaços internéticos.
3. A técnica que ele usa aqui é o estêncil. Há quem chame de graffiti stencil, quando é feito com essa técnica. Essa outra arte que tenho de merece postagem. O artista Nénão também!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ciclos



ALEG[o]RIAS 6_ML2012_color


Este é um pequeno desenho que fiz em novembro passado. Na verdade
não foi o único, eles são três, aos quais chamei de ALEG[o]RIAS e numerei: 6, 7 e 8.
Não é muito difícil saber o motivo quando se presta atenção nos galhos

Incomplete, complete
                                                    ALEG[o]RIAS 8_colorido

este, depois que colorir, renomeei (In)complete porque, embora a meu ver não esteja incompleto, ele dá essa impressão, talvez alguém tenha vontade de inserir flores, uma casa, um rio, arbustos, pessoas ali e só assim vai considerar a obra pronta, completa. Vale imaginar como ficaria, cada um pode olhar e ir preenchendo o que sente como espaço vazio.
Não era para falar de processo de criação, mas, sabe, eu fiz os três numa tarde chuvosa, dessas com raios e não era possível ficar com o computador ligado.
Havia um tempo que estava para testar a Stabilo point 88, uma caneta hidrográfica famosa, que atualmente se encontra em muitas papelarias, não só em lojas de material artístico.
Eu sou bem louca por esse tipo de caneta desde a infância, usava “hidrocores” da marca Sylvapen

sylvapen4-1
O teste foi feito sobre papel reciclado comum. Gosto da cor, de uns fiozinhos mais escuros e quis que o fundo dos desenhos não fosse branco. A pretensão é de digitalizar e depois imprimir num papel de muito boa qualidade, fazer gravura digital, uma pequena edição de cada desenho. É, isso é outra história, até por que não tinha pensado em colorir. Ficaram com ares de ilustração.
Pois é, gostei deles sem cor, não desenhava assim fazia um tempo considerável, o primeiro foi

ALEG[o]RIAS 7_ML2

ALEG[o]RIAS 6, ainda sem versão colorida, surgido de umas rabiscadas que dei num envelope de conta telefônica dias antes.
O 8 eu me inspirei no salso chorão, obviamente sem nenhuma intenção de fidelidade à árvore


mas com uma saudade das vezes em que estive visitando minha avó no Rio Grande do Sul, há uma dessas na rua onde mora.
ALEG[o]RIAS 7, desenho de abertura da postagem, foi após terminá-lo que percebi a relação numérica, razão para fazer o 8. Aprecio muito quando um desenho chama outro, neste caso eles têm uma ligação direta, embora nem sempre aconteça desse jeito. Pode vir um bem desgarrado da série, o que também é bom.
Não falei em pintar até o momento. De onde vêm as cores então?
Contei com os serviços de uns editores de imagem e de uma mesa ditigitalizadora1.
Não pintei, apenas colori.
Sim, arte, mas também uma atividade lúdica, pois nestes editores se podem experimentar as cores, mudar de lugar, de tom, apagar, enfim uma variedade de possibilidades, sem falar em cortar, inserir. Não brinco, no entanto me surpreendo às vezes, porque não domino essas ferramentas, uma falha minha, a ser sanada com urgência.
Hoje descobri muitos recursos interessantes, vou usar e abusar desses novos conhecimentos e fazer outros avanços no sentido de aprender mais.
E os ciclos?
Melhor parar de explicar técnicas e programas de computador.
Mais um ano terminando, momento de agradecer as incontáveis visitas ao blog. Sinceramente eu não tinha noção da receptividade que teria este blog. Ninguém faz ideia da alegria que me dá chegar aqui verificar os contador de visitas e encontrar ainda mais pessoas acompanhando o blog explicitamente, como digo, porque com foto, para quem quiser ver.
O prazer é continuar a escrever, a buscar imagens, assuntos interessantes, artistas favoritos, minhas artes compartilhar! Isso tudo enriquece a vida, incentiva a ir em frente e enfrentar obstáculos dentro e fora de mim. É a tal de autossabotagem existe e tem de ser forte e amar muito o que se faz para permanecer em atividade. As presenças de cada um aqui é uma força maravilhosa!
Anos são ciclos. O de 2012 termina, vem o de 2013. Sabemos que essas divisões do tempo são culturais; judeus, por exemplo, já estão no ano 5773 e os japoneses vão entrar no ano 4711 em fevereiro.
Há toda uma energia, um movimento de emoções, desejos… sonhos são lançados nestas datas, portanto são momentos em que muitos se juntam, isso fica bonito.
A união das pessoas em torno do bem, da paz, do crescimento, de projetos de vida é o que mais devíamos fazer, vejo casos e mais casos desse tipo de união. Penso, sim, em que todos vocês tenham suas vidas, cuidem de si e das pessoas amadas, respeitem gente com quem convivam seja por que motivo for (trabalho, estudo etc.), cresçam em alegria, em paz, equilíbrio.
A plantinha do desenho inicial tem uns movimentos, umas flores um pouco estranhas, o novo é de uma estranheza…
Mas tudo bem porque dentro da cúpula amarela. Amarelo é tido como a cor do equilíbrio. O que não quer dizer que ele seja permanente e por isso mesmo que na vida eu espero que cada um de nós saiba lidar com  dúvidas, inseguranças, obstáculos de modo equilibrado neste novo ano e em todos os demais!

Beijos, abraços e desejo de sucesso a todos os que passam por aqui

________

1. Tenho uma primitivíssima versão de Photoshop Elements, outra do Procreate Painter Classic, ambos felizmente vieram junto com a mesa digitalizadora Wacom adquirida em 2003, e mais o GIMP 2.8, este gratuito.
Esse Painter deve ser o primeiro da linhagem que veio a se chamar Corel Painter, já está na versão 12, pode ser baixada, por exemplo do site
Baixaki, testada gratuitamente por algum tempo, mas é preciso comprar em loja ou no site da Corel. O Painter é um programa feito mais para artistas visuais. Certa vez ouvi de um artista, em entrevista na tv, que seus pincéis haviam sido aposentados, ele só pintava nesse tipo de programa.
Tudo bem debandar para o mundo digital, mas gosto de somar. Desenhei no papel, com caneta e captei as imagens com um escâner. Aliás, se eu quisesse desenhar no computador naquele dia, teria de arriscar vê-lo queimar por obra de algum raio. Dou vivas ao papel e aos materiais de arte ao vivo e em cores!
A mesa digitalizadora, antes chamavam de tablet, mas agora prefiro não usar esse termo porque vai confundir as pessoas por causa dos ipads e outros parecidos, não tem mesmo nada a ver



A minha é desse tipo, com fio, nada de wi-fi na época, mas com mouse e caneta sem fios!
Com ela podemos desenhar direto num editor de imagem, seja ele qual for, desde o Paint que acompanha o Windows até os sofisticados Corel Draw ou Adobe Photoshop.
O GIMP é um editor que uso há anos, mantenho sempre a última versão dele… e olha só, fui ver um link para compartilhar aqui e descubro a nova versão! A minha é de julho, vamos nos atualizar já! Está no Baixaki a versão
2.8.2.

ML
_ Era só para agradecer, mas como o blog é de arte, falo dos materiais e dos processos de criação, não resisto. Hoje bem que consegui me segurar um pouco, não falei dos recursos dos editores, na caneta Stabilo, nem nas interpretações que eu mesma faço desses desenhos, que, depois de coloridos e quando decidi mostrá-los, ganharam leituras possíveis, tanto que comentei sobre terem adquirido um caráter de ilustração, não pretendido espontaneamente. Quem sabe, em futuras postagens eu resolva isso tudo.
Quero agradecer especialmente a presença das pessoas que me acompanham no blog!