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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Renovando

Já estava na hora de mudar a navbar e aí está um novo desenho!
Na verdade, um recorte dele para caber na navbar.
Os giz inteiro

Os Giz_MargaLedora_11.2011


o título tem a ver com o fato de ter usado giz de várias marcas, usei o Sennelier, o Caran d’Aché e o da Maimeri. Ele foi feito em novembro deste ano. Eu o escolhi justamente por isso e por ser colorido assim, já que andei a fazer desenhos com cores escuras e não queria usar nenhum deles na navbar, tampouco desenhos de anos anteriores por mais coloridos que sejam.
Definitivamente o giz pastel oleoso é essencial para minha arte. Não fossem os problemas que encontro de tempos em tempos com fornecedores desses materiais, minha criação seria mais tranquila.
No começo do ano tive a desagradável notícia sobre não haver mais quem traga o giz Sennelier, um choque para mim que comecei a desenvolver uma técnica mais específica de usá-lo pois sua consistência amanteigada exige outro modo de aplicação.
Tenho só algumas cores desse giz e, confesso, tenho mesmo um cuidado redobrado ao usar o Sennelier dada a dificuldade de repor.
Mas é, como disse um amigo, vou procurar desenhar em paz, pode ser que minha sorte mude e seja possível obter o giz…
Nesse desenho retomei, sem premeditar, o padrão de linhas que simulam faixas que se trespassam, algo muito comum em antigos desenhos a bico de pena dos anos 1980*

Os Giz_detalhe_Marga Ledora 2011 
Creio que certas estruturas são tão minhas, me significam tanto que voltam a aparecer sem que eu me dê conta. Ao desenhar segui o olhar, a forma que se construía no papel numa acordo invisível, silencioso entre meu desejo e o da  própria imagem. Nos meus diálogos com pessoas surgem assuntos mais antigos, então é natural que temas, estruturas, cores voltem, ainda mais se tratando de elementos que fazem parte do meu vocabulário visual.
As faixas foram um achado no momento em que, se bem me lembro, não tinha nada em mente que fosse, digamos, adequado ali naquela área do desenho. Não foi pensando no antes que as faixas foram feitas, levei um tempo até perceber a bem-vinda retomada.
Pois é, esse desenho foi o escolhido para os próximos meses. No entanto não estranhem se ainda mexer um pouco, estou achando a fonte meio grande, vou ver o que faço. 


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* Não esperava escrever aqui hoje, estava preparando outra postagem quando vim até o blog e fiquei a olhar a antiga imagem da navbar. Claro que inventei de mudar e fui buscar uma nova imagem minha para substituir.
Eu me decidi por essa de agora e foi ao descrevê-la que mencionar os desenhos feitos com nanquim a bico de pena foi necessário e neste momento não consigo localizar nenhum para mostrar a vocês.  Sim, fica para outra ocasião, devo voltar à postagem começada!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Rubra | Bloody Red



Rubra | Bloody red

Desenho meu, feito no início deste mês, à noite, algo que não costumo fazer por causa da luz artificial, essa luz altera minha percepção das cores. Evito.
Mas a vontade e a urgência mesmo eram grandes, posso dizer, incontroláveis que nem pensei nisso. Era naquele momento ou never! Ainda demorei um tanto decidindo as medidas, com que giz, e o papel? Toca procurar uma folha em branco, não muito grande. Quase fiz no verso de uns esboços mas o papel, num papel sem qualidade... nem pensar, fui logo vetando a ideia infeliz! 
Ai que bom, encontrei um pedaço perfeito de papel Murillo, da Fabriano. É de celulose, mas aprecio a textura fina dele, sempre arranjo um cantinho no coração para um papel de boa marca. Digo isso porque tenho uma predileção explícita pelo Fabriano 5.
Rubra é de pequenas dimensões (9x9,5 cm), tinha de ser pequeno por causa de minha ansiedade. Mairor, demoraria mais para fazer. Claro que ansiedade não deve ser critério para fazer arte, mas achei mais aconselhável dar um espacinho para ela no processo criativo. 
Há dias tinha feito um molde vazado, portanto a forma, o processo estava in progress. Fiz o molde* um pouco mais sofisticado, normalmente tem só com uma abertura simples e esse caprichei

 

Escolhi os giz novos, na verdade cores novas, porque costumo usar giz da Caran D'Aché há algum tempo, mas encontrei uns avulsos na Casa do Artista e decidi trazer mais cores para minha paleta. Estava sentindo falta dessa renovação e muito afim de vermelhos. Estes verdes foram bem-vindos também. Deu um certo receio de não simpatizar com eles mas ficaram bons ali.

Pois, assim que dei por terminado o desenho, estranhei, daquele jeito que já contei que acontece, não conseguia ver, me entender com  o tal desenho. Pensei em deixá-lo de lado por um tempo, olhar melhor depois, em outro dia, mas que nada, fui mexendo, acrescentando cor, raspando a superfície do desenho aqui e ali.
Não sosseguei enquanto ele não me apareceu.
Incluí no processo um andar com o desenho pela casa, observando sob luzes de tipos diferentes até ver e saber que ele não suportaria mais interferências minhas. No dia seguinte, corri vê-lo novamente e, ufa!, ficou tudo em paz entre nós.

Gosto dele, da aparência, das texturas, do jogo de claro e escuro dos tons, da forma bojuda e especialmente do que Rubra significa no sentido da retomada do desenho. Fiquei grata por começar a fazê-lo como um exercício e, no fim, poder mostrar como meu desenho, de querer que vissem comigo.
Ele provavelmente vai ser meu último desenho de 2010, isso se amanhã ou ainda hoje não me der um sei lá o que de desenhar mais.
Ano que vem certamente virão outros...

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* As partes A e B do molde são móveis, permitindo umas poucas variações, mas achei interessante e pode ser que torne a coisa mais complexa se precisar fazer novos moldes. A necessidade e criatividade vão me guiar nisso.

ML_ I don't write very well in English, but I want to say Bloody red is my return to drawings. 
Now I'm learning how to photograph and couldn't reorganize my creative life ;) yet.
This year I made lesser drawings than I would like to... 
Next year one desire of mines is to draw more!