segunda-feira, 18 de julho de 2016

De volta



Sim, faz um tempo grande que não publico uma linha no blog. Quero agradecer aos que continuam seguindo o blog, visitando! Vejo o número de visitas crescendo dia a dia mesmo na minha ausência!

Isso é muito especial  pra mim, porque tenho pensado em parar de escrever aqui, cheguei a criar um blog na WordPress (Marga Ledora), outra plataforma mais badalada que esta em que está o meu blog. Na verdade, há  motivos técnicos e também uma preocupação com o destino de minhas postagens, será que quem cita o que escrevo diz a fonte? Sei que isso é internet e a questão  da autoria fica numa zona nublada, embora direitos autorais existam e devam ser observados.

Participei de um laboratório de criação literária e descobri que o que escrevo aqui são ensaios e têm valor, foram considerados bons até para um livro pelo coordenador, o escritor Marcelino Freire, que admiro!

Isso foi muito depois de minha preocupação com o destino dos meus textos e sobretudo um susto que tomei no ano passado ao tentar entrar no blog e receber o aviso do Blogger de que não podia mais, uma situação que me desgostou um bocado!

Estou de volta, gosto deste blog, ele é meu cartão de visita, sempre falo nele quando alguém pergunta o que faço. Faço arte e tenho um blog, um blog abandonado algumas vezes, mas meu blog querido! Volto pra contar que ontem soube do prêmio Prix Canson 2016 vencedores, entre eles, Njideka Akunyili Crosby, que foi quem fez a obra acima e venceu em primeiro lugar.

sábado, 23 de maio de 2015

Des.fa.zi.men.to



Tem Amilcar de Castro, Wassily Kandinsky.
Engancho nas respostas de Diego de Santos (por Leandro Fazolla, pp. 82-83). Não sabia dele, mas já apresentou fotografias no Prêmio PIPA. Tenho de ficar atenta aos participantes desse prêmio.
Mostram pouco, De Santos desenha lindamente e fala bem. Ele tem um pensamento muito claro, usa termos acadêmicos. Podiam dizer de sua formação.
Há resenhas, uma seção de livros lançados.  O que me chamou atenção, folheando a DASartes (39|abril/maio) é o destaque às artistas. Na capa obra de Tomie Ohtake. Dentro Fernanda Valadares num anúncio da mamute galeria de arte em Porto Alegre. Abramovic, Marina Abramovic no Brasil em entrevista e artigo, separados por artigo sobre Daniela Mattos e extenso texto sobre Tomie.
E Nise da Silveira, que não foi artista, mas sim psiquiatra e que usou arte para o tratamento de esquizofrênicos no Centro Psiquiátrico Pedro ll no Rio de Janeiro. Beatriz Milhazes, que alguns chamam de arte decorativa [o que ela faz] e eu concordo, que não vou explicar o motivo, agora não,  por eu estar ocupada com outra artista, apresentada por Alexandre Sá, seu amigo.
O título do artigo é o nome dela.  “Daniela Mattos”.

domingo, 19 de abril de 2015

CONVITE




Teste de material_técnica_MargaLedora2015


Este é um convite para que me encontrem no Facebook!
Decidi ter uma página para compartilhar coisas que, pela estrutura do FB, vai me facilitar a vida, como compartilhar vídeos de que gostei, informações de artes, de artistas, eventos, que eu pretendo sejam acompanhados por comentários curtos.
Algumas coisas de arte minha vão estar nessa página.
Vai ser mais ágil, vou deixar os textos sobre assuntos que exigem pesquisa, reflexão mais demorada para o blog.
Lá já têm algumas postagens, espero que gostem!
Serão muito bem vindos ao meu Facebook de Artista, aguardo por vocês!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

rApidinha_s(am)p(a)-arte


9282_d_iphone
Alguém sabe o que é a sp-arte?
Não?
É uma exposição?
É uma feira?
Acho que vai depender um pouco do que você for fazer lá.
Eu iria para ver, ouvir, saber, então seria uma exposição à la bienal.
Outros irão para comprar!
Arte como investimento, arte como produto de decoração, arte que dialogue com os olhos e o coração. Uma feira de arte, então é mais isso.
Começa amanhã. Não dura: termina no domingo.
São galerias a expor obras de artistas, representados por elas: 140. São de várias partes do mundo. Do Brasil também.
É um mercado de arte montado no Pavilhão da Bienal, com entrada a R$ 40.
Nunca fui, neste ano não vou. Mas me parece que o ingresso nada convidativo tem alguma intenção, a de os visitantes irem mesmo para comprar, embora haja eventos dentro da feira e a possibilidade de ver arte contemporânea, os artistas, pessoas ligadas à arte, como curadores, creio que marchands, tudo num mesmo espaço.1
Há as talks, mas essas, por muita procura e vagas limitadas, já tiveram suas inscrições encerradas no dia 31 de março passado. Restam os lançamentos de livros, as revistas de arte, as instalações, performances.
Dê uma olhada na programação e veja o que mais lhe interessa.
Sem dúvida, a sp-arte tem seu papel de movimentar o mercado de arte brasileiro, tem o mérito ainda de mostrar arte daqui e de outros países. Não tenho ideia se é boa ou não, não me lembro de uma crítica negativa à feira, mas li algo do tipo. Deve ter lado A e lado B. Ainda não me aprofundei no assunto, mas reconheço que a venda de obras de arte, os valores, isso é assunto complicado e tem de ser tratado. Determinar o valor de uma obra de arte envolve muitos fatores.
Como tenho uma verdadeira loucura por arte, a sp-arte tem lá seu poder de atração.
Da próxima vez irei pra ter a experiência de visitar tantas galerias quanto me for possível.
A feira, como em outros anos, causa um movimento nas artes dentro e fora do espaço onde acontece. Acabo de ler, na programação,  abertura de exposições em galerias fora do Pavilhão da Bienal, em seus endereços, como a Choque Cultural.
Mas não para por aí, galerias em vários pontos da cidade, que não têm nada a ver diretamente com a sp-arte, aproveitam a vinda de colecionadores e pessoas ligadas a e em arte para a feira para mostrar obras de seus artistas em exposições.
É para eu ser rápida nesta postagem, não devia nem mencionar os nomes de artistas,2  a lista é enorme. Eu me permito dizer quem tem obras do pintor brasileiro Iberê Camargo, de Hilal Sami Hilal, artista brasileiro fantástico, do britânico Damien Hirst, o dos animais dentro de tanques de formol, que tem aparecido com obras de arte bem diferentes disso… o artista visual Pedro Hurpia, ele faz pinturas e fotografias e participei de uma ótima oficina cultural com ele no ano passado. Deixa eu citar mulheres artistas, antes que eu pareça machista: a pintora Lucia Laguna e a sensível desenhista Sandra Cinto. Gosto das duas, têm obras muito bonitas.
Quem for vai ver ainda obras de artistas que nos remetem à historia da arte, como Marc Chagall, Alfredo Volpi.
E, para encerrar essa citação nada rápida de alguns artistas, Richard Serra. Escultor e desenhista que tem mexido muito com minha cabeça, por sua visão de arte que muito me faz pensar.
A sp-arte tem um onde e quando com todas as informações sobre horários, preços de ingressos. Nele há uma porção de observações que devem ser “obedecidas” para a sua entrada, vale ler antes de programar a visita.
Agora eu fiquei meio sem jeito até de ter inventado de recomendar a feira de arte. Pode haver uma revista de sua bolsa na saída.
Coisa de (super)mercado.
Abre amanhã, dia 09 de abril, à visitação pública a partir das 13h.
Tem mais informações na página do Facebook da sp-arte!
Ah, o Vale-Cultura dá direito à meia entrada!

_______

1. Ver no link do site Ingresso, de onde tirei a informação e a imagem.
2. Preste atenção na lista, pois vai notar que alguns artistas estão representados por várias galerias, o  que vai permitir ver mais obras do artista que lhe interessar e ter uma noção bacana do percurso desse artista em sua carreira. É só uma dica e um modo de pensar no tempo que vai ter para a visita. Não se esquecendo de deixar se deixar atrair pelos felizes acasos, de grudar os olhos em algo fora do script e se aproximar para ver melhor.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

roteiro: três, várias exposições em sampa


Quero falar de três exposições que pretendo visitar em São Paulo | SP.
Antes explico o porquê de juntá-las.
É que acontecem em locais próximos uns dos outros. Adoro isso, não precisa pegar metrô, ônibus, nem andar muito e dar conta do roteiro.

Vou começar por Travessias de Guilherme Maranhão


Uma breve olhada no convite e nota-se que já está aberta desde o dia 07 de março.
Guilherme eu fiquei conhecendo aqui em Campinas, durante uma oficina de fotografia na Oficina Hilda Hilst, que, se os protestos contra o seu fechamento e de outras oficinas semelhantes não forem ouvidos, vai fechar agora neste Abril.
Não vou me deter no que foi essa oficina de que participei no ano passado, mas falar brevemente das fotografias dele expostas na CASA DA IMAGEM.
No final da oficina, eu perguntei sobre a fotografia dele, queria ver o que ele faz além de fotos como esta da série Plasticidades, feita com câmeras construídas a partir de dispositivo de escâner que permite o aparelho fazer a digitalização do documento ou imagem1
Ele pegou o notebook e abriu uns arquivos. Havia umas fotos bem escuras, quase pretas e Guilherme explicou que eram resultado de ele usar um filme que estava guardado na casa de um amigo fazia 20 anos, o mesmo tempo de carreira dele e o filme estava fungado.
Isso, vencido e com fungos, o que faria qualquer fotógrafo desistir de colocar em sua câmera por não ter noção do que aconteceria com as imagens que registrasse. Guilherme fotografou.
E o que se vê é a série de fotografias na exposição e em livro.
Não preciso dizer que ficou uma obra incrível, as imagens estão com os rastros dos fungos e eles interagem com aquilo que o fotógrafo captou.
Eu mencionei o livro, é Travessia, que foi possível por Guilherme Maranhão ter tido   o projeto do livro vencedor do Prêmio Marc Ferrez Funarte de 2014.
Quer mais detalhes e um depoimento dele antes de sair de casa? Então clique na imagem a seguir

image



sexta-feira, 20 de março de 2015

AFRONTA

untitled


Hoje eu não vou falar do editor online onde alterei uma foto minha, dessas 3X4, nem qual foi o outro editor que me permitiu fazer os pontinhos cor de vinho na região dos olhos.
Há pouco de um mês conheci Larissa (Alves), jornalista recém-formada e, como eu, estava indo à Oficina Cultura Hilda Hilst para se inscrever em oficinas. Eu, na de curadoria e crítica de arte; ela, na de moda.
Conversamos no caminho, no ônibus ela tinha me perguntado onde era a Ferreira Penteado, indiquei, descemos, eu também ia para a mesma rua.
Ali já comecei a ver o que vai pela cabeça dela. Perguntou se eu sabia que sou parecida com a escritora Alice Walker, a de Cor púrpura, livro que foi filmado. Eu não tinha visto foto de Alice, fiquei curiosa para ver. O filme eu assisti, com a atriz Whoopi Goldberg, fantástico!
Mas não é para falar de filme que estou aqui.
Está tudo interligado nesta vida, pois conhecer Larissa me levou a ser entrevistada, por sua indicação, por Phran Noctuam para o site AFRONTA.
Ele foi criado por três moças, Ana Maria Sena, Phran Noctuam e Stephanie Ribeiro,

ana maria sena 20

phran noctuam 19
Stephanie Ribeiro 21






 




para dar voz às mulheres negras, para que a gente conte um pouco como tem sido a nossa trajetória de vida, porque muitos acreditam que não há racismo no Brasil, mas sabemos e infelizmente experimentamos, sofremos discriminação em vários graus, desde aquela discriminação que demoramos a entender que foi até as mais explícitas, como ouvir de alguém, por exemplo, que sua arte é “coisa de negro” e não reconhecer o valor do que você faz.  Não aconteceu comigo, mas com uma artista negra que hoje vai ser  a única brasileira a participar da Bienal de Veneza na exposição principal. O nome dela é Sônia Gomes, escultora mineira


artista-mineira-representara-o-pais-na-56a-bienal-de-veneza
Eu nunca havia sido entrevistada. Quem fez a entrevista foi Phran e fui respondendo as perguntas por escrito, procurei ser sincera, me expus um tanto, porque não tem como falar da história que venho trilhando sem tocar em tristezas, frustrações, ainda que já superadas.
A entrevista me fez pensar, repensar minha arte, sobre ser mulher negra, artista, blogueira, pessoa. Uma provocação das boas! Ainda não parei de responder e de pensar nas questões colocadas.
Vou me desculpar pelas respostas longas, só quando vi publicada é que tive noção de quanto são longas, embora quem visite o blog sabe que falo muito.
O blog tem essa função mesmo de registrar minhas ideias, escoar o que penso, sinto, faço, vejo, ouço e na vida eu sou assim, lido com muitos assuntos, é uma multiplicidade de temas que me interessam. A entrevista me deu chance de falar sobre outras coisas além da arte.
Bem, estou no AFRONTA, junto com outras artistas negras e não só artistas, há algumas que militam contra o machismo, o racismo com garra e sensibilidade, são feministas. No site vocês podem saber mais sobre as criadoras dele, as rãzões para terem criado o site.
São três mulheres jovens, estudantes, guerreiras com muita consciência do seu papel na sociedade. São inspiradoras para mim de várias maneiras! Agradeço a Larissa e a cada uma delas pela entrevista.
Agradeço ao amigo Pedro (Cagnazzo), que citei numa das respostas, mas acabei não contando que voltei a fazer arte e nossas conversas têm muito a ver com isso, pelo apoio que seus comentários, suas leituras das imagens e as perguntas representam neste meu caminho de artista desde 2005.
O link está aí, eu estou muito feliz de participar do AFRONTA com minha história de vida e como artista negra que sou!

MARGA LEDORA NO AFRONTA




quinta-feira, 19 de março de 2015

Bienal 31


Bienal 31_SESCCAMPINAS2015

Bienal?
Mas não acabou em dezembro?
Acabou, mas não pra mim, nem para o SESC Campinas | SP.
Para alguns dos artistas da 31ª Bienal também não acabou!
Fiquei sabendo do evento 31ª Bienal de São Paulo – Obras selecionadas, estive lá na terça-feira passada.
Éder Oliveira está realizando sua obra antes da abertura que vai ser somente no dia 24 de março.
Ele é o artista que faz rostos gigantescos,


éder_bienal.org
pintados sobre a parede.
Já falei nele aqui no blog, na postagem
31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui sobre uma polêmica que surgiu não só em relação à obra dele, mas de Thiago Martins de Melo, que também teve obra selecionada para a exposição no
SESC.
Não pude fotografar, filmar Éder pintando, porque, ao perguntar, o segurança não tinha informação para me dar, pediu que eu falasse com um moça que ia saindo do     e ela me disse que a responsável pela exposição, que ainda não abriu, estava ocupada. Eu, igualmente ocupada, tinha coisas pessoais para fazer longe dali, não esperei por muito tempo.
Na hora fiquei chateada, porque queria ter registrado os dois desenhos esboçados, um já pronto, ou quase, e outro em andamento para que vocês acompanhassem um pouco do processo criativo do artista. Isso eu explicaria a essa pessoa.
Não gosto desse tipo de coisa, até entendo, no caso da Bienal em São Paulo, o público só entrou quando tudo estava pronto; no caso do SESC, Éder pinta no caminho para outras áreas em funcionamento normal, na parede do saguão do Galpão Multiuso. 
O desenho base é bem realista, feito com linhas, não sei agora se de grafite, a cor parece ser  desse material. Ele parte de fotografias, vi uma no papel mesmo, mas o vi pintando a partir da foto que está em um notebook.
A impressão que tive é de que faz uma primeira camada em amarelo. Depois usa preto, um vermelho escuro, vinho. Acho que é isso mesmo, acabo de ver no site do SESC, que chamou esse momento prévio à abertura, com Eder Oliveira,  de
Pintura ao Vivo e começou  no dia 13 de março e vai até domingo, dia 22 de março.
Bem que eu tento não escrever muito, mas já fui procurar informações no site e verifiquei que tem um link para uma breve fala de Eder, constando que, sim, tem o fundo amarelo e ele menciona painel e não parede, agora fiquei meio assim em dúvida.
Vou retornar lá na próxima semana e vou ver essas informações de perto.
O vídeo A retratística de Eder Oliveira é um dos três feitos pelo SESC Campinas, o que explica talvez ter de pedir autorização para fotografar o processo, pois eles mesmos iam fazer. Quando terminar esse vídeo, aguardem para ver os outros dois com mais detalhes, são os Time lapse 1 e 2. Neles fica mais claro como são feitos os retratos gigantes.

31ª Bienal de São Paulo – OBRAS SELECIONADAS
Abertura:
dia 24/3 às 20h, no Galpão Multiuso do Sesc Campinas.
Visitação: a partir do dia 25/3 até 7/6, de terça sexta das 8h30 às 21h e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h.
Entrada: grátis.
Endereço: SESC CAMPINAS | SP
Rua Dom José I, 270/333, Bonfim - tel.: (19) 3737-1500, (19) 3737-1503

_______

ML_Assistindo ao vídeo, tirei uma dúvida que me veio enquanto estava lá. Havia um rapaz pintando um retrato e, passaram por mim, dois rapazes e um deles disse animadamente ao outro que o fotografou enquanto ele pintava.
Ouvi isso e fiquei pensando se aquele que pintava era Éder ou um assistente. Ou se aquele com quem cruzei era mesmo um funcionário do SESC que tinha experimentado pintar algum trechinho do retrato.
O vídeo me deu a resposta, eu passei pelo artista e o rapaz de bermuda é o assistente.
Eu quase fui fazer perguntas a ele sobre sua arte ser efêmera, supondo que é feita diretamente nas paredes dos espaços expositivos. Perguntaria mesmo sabendo que ele costuma fazer os retratos no muros de casas nas ruas.
Ainda não o vi falar sobre a questão de serem retratos de pessoas que cometeram crimes, se ele entende que essa passagem dos jornais para as exposições, essa importante como é a Bienal, é tranquila, se ele sabe que chega a chocar não por serem retratos de pessoas negras,  e sim por terem cometido crimes.
Vi numa foto na internet, ele pinta rostos de mulheres, acho uma menina, dá para ver no site ESPAÇO HÚMUS.
A pergunta seria por que pinta mais homens do que mulheres, se as que vejo pintadas têm a ver com algum crime também, ou conta apenas a questão de terem a pele mais escura, um tipo físico que ele pensa relativamente ao preconceito.
Uma última coisa é que o fato de artistas terem auxiliares ser bem comum. No caso de Eder eu entendo mais ainda por se tratar de obras imensas, ele teria problemas no braço, dores nas costas se ficasse pintando o tempo todo, todas as fases da obra tendo poucos dias para pintar tudo.
Não reparei, mas quero ver se os retratos pintados no SESC são os mesmos da Bienal em São Paulo.

quarta-feira, 18 de março de 2015

RECOMENDO




Mais uma novidade no blog, porque a reforma continua!
Eu Recomendo já foi lido em postagens aqui uma porção de vezes. Ele significa que gostei da exposição, do festival de vídeos, sei lá, tem livro, pelo menos um, tem recomendação de visitar site, blog.
Comentei que, em breve, falaria de revistas e outras fontes de informações sobre artes visuais.
Livros, adoro livros, isso, no papel, para manusear, para carregar, sentar e ler com calma.
Eu me acompanho muito bem com livros por perto, bem perto.
Mas o que eu ia contar é que criei um menu no blog,



é essa barrinha logo abaixo do cabeçalho com o nome do blog.
Selecionei alguns marcadores* entre cerca de 82, os marcadores mais usados.
O botão RECOMENDO é muito importante, pois clicando nele vai passar a encontrar textos mais curtos, isso é o que pretendo para dar tempo de você ir ao evento comentado, procurar a revista com artigos sugeridos, comprar o livro que li ou com que apenas tive um contato, mas suficiente para, ao menos, recomendar que passem numa livraria para folhear e chegar às suas próprias conclusões sobre adquirir ou não.
Ah, ir à exposição de que eu comentar, por ter ido visitar ou mesmo antes de ir.
Tenho me chateado bastante no caso de exposições e revistas mensais por não avisar e não dar chance de quem quiser poder se informar sobre eventos ou artigos.
Vou procurar mudar essa situação.
Mais abaixo vai encontrar a primeira postagem com um recomendo desta nova fase do blog!




_______

* Se alguém se interessar em saber como consegui colocar essas abas, fazer o menu horizontal, pode acessar o link do blog de teste. Nele publiquei um passo a passo do procedimento todo em ABAS, TE QUERO COM ABAS.

Mez(z)anino


26/02/2015 19:46
Foto1_ MargaLedoraBlog


Andando pela livraria [Cultura] da vez anterior em que estive aqui,  notei a (des)arrumação que fez desaparecer dois livros interessantes para mim. Não tinha tempo de procurá-los, vim mais tarde do que hoje.
Me voltei para um livro grande de capa hipnótica

amor lugar comum.

Sim, mudaram de lugar, foram vendidos talvez.
A situação me expõe a novos encontros. Conversas.
Já desistindo, li a palavra ‘Café’ na lombada.
Com Lucian Freud.
Abro. Leio, não o devolvo na estante.
Mudaram também a disposição das poltronas.
Depois de uma breve verificada,  me decido pela que não fica visível do café aonde decidi não ir.
Estou no mezzanino, meu esconderijo.
Tenho uma coisa com biografias, entrevistas,  textos escritos por algumas pessoas.  Se se trata de artistas visuais eu não resisto.
Não sei nada de Lucian. Agora sei um naquinho de sua vida lendo o que escreveu Geordie Greig.
Gostei de saber do que dizia o pintor sobre o que fazia, sobre os materiais.  Há um capítulo  chamado “Tinta”. Fiquei com vontade de ler o artigo que  Freud escreveu em 1954.
Tenho um livro de escritos de artistas, vou gostar se estiver lá.*
Geordie foi sortudo em poder acompanhar o artista por mais de três décadas. Freud também.
A estranheza fica pelo fato de, cada vez que escrevo o sobrenome dele,  não estar me referindo ao outro Freud, seu avô,  o psicanalista.
Admiro o modo como Lucian pintava figura humana. São retratos com as pessoas diante dele.
20h09.
Devo voltar.

_______


ML_Fiz umas pequenas alterações no texto, correções de grafia, acrescentei palavras, deletei outras, trouxe informações que ficaram faltando no dia em que escrevi o texto.
Notas:


1. O outro livro que aparece na foto é de Maria Short, Contexto e narrativa em fotografia.
2. O livro a que me refiro no texto, o de capa hipnótica é de Luis Zerbini, amor lugar comum. Tem uma encadernação especial. A editora é a CosacNaify, a que faz livros diferentes, com arte.

* Não está no livro Teorias da arte moderna, de H.B. Chipp a que me referi. Mas achei o link para o artigo “Some thoughts on painting” de Lucian. É um bom momento para eu ler algo sobre pinturahttps://users.wfu.edu/~laugh/painting2/freud.pdf



sábado, 17 de janeiro de 2015

Me deu vontade de saber


Olá!

Ontem eu estava aqui pensando no blog e me veio a ideia de fazer uma enquete.
Escrevo aqui efetivamente há quatro anos, no começo  fiz postagens meio explicativas de como estava pensando o blog, mas muito superficialmente.
Uso contadores de visitantes faz tempo, já tive problemas de falharem e ter de mudar de contador, recomeçando a contagem toda de novo e me chateando por perder a noção de como vai a receptividade do blog.
Isso é importante, no meu caso, porque são poucas as pessoas que deixam comentários, que são outro meio de saber do andamento do blog, indo além do número que não me dá noção do que pensam das postagens, se gostaram, se algo ficou confuso, enfim, um retorno é sempre bom.
A enquete é para justamente tentar, ao menos, ter uma noção do que motiva as pessoas a virem ao blog e dispensarem alguns minutos de suas vidas para me ler.
Sei que há quem estivesse procurando um assunto determinado nos buscadores, como o Google, e vieram parar aqui. Sei que às vezes nem encontraram nada relativo ao assunto procurado, mas achou legal ter sabido da existência do blog. Bem, não sei se quem vem uma vez volta depois, volta outras vezes...
Já faz um ano que passei a usar as estatísticas do próprio blog, a que aparece no final da página é o de número de visualizações de página do blog desde 2009

Tem até uma por países, outro que se baseia no navegador do visitante.
Um recurso que o blog me deu para "conhecer" meus visitantes é o de postagens mais lidas. Sei, por exemplo, que as duas mais lidas neste momento [dia 17/01/2015 19h10] são essas

A primeira é antiga, mas está quase sempre em primeiro lugar de leituras. Desse modo fico sabendo que muitas visitas são de pessoas interessadas em monotipia ou apenas em técnicas de arte. Isso sinaliza um tipo de postagem a ser disponibilizada mais vezes aqui. A segunda pode indicar que os visitantes gostaram da cara nova do blog com meu desenho, mas também pode ser que estejam lendo por eu contar como fiz para acertar a largura da imagem e do resto do blog, algo mais técnico, que quem tem blog pode aproveitar.
A postagem mais recente, publicada já há três dias, atraiu somente duas pessoas. Aí eu me pergunto se o que eu escrevi sobre os curta-metragens e as videoinstalações da Bienal de São Paulo é um assunto que não interessa aos visitantes, se é um texto mais pesado, se continuo escrevendo sobre o evento ou não.
Algumas das alternativas da enquete são baseadas nas minhas motivações para visitar blogs de artes/artistas



Ela vai ficar no blog até o dia 17 de março deste ano.
Pretendo olhar com atenção os resultados. Não sei ainda o que vou fazer com esses dados, mas podem sim me levar a fazer novas postagens levando em consideração as respostas. É bom saber com quem estou falando todos esses anos!
Vou ficar grata se quem visitar o blog puder escolher uma alternativa!
O blog está mesmo em reformulação desde o ano passado, a enquete é um recurso mais e, cá entre nós, bastante importante!
A enquete está na coluna à sua direita, é só clicar na alternativa, ok?

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

MINha BIEnal 31_Audiovisual


Bienal 31_fim

Acabou a Bienal de São Paulo, mas a minha segue! Tenho muito o que contar e pensar sobre o que vi e ouvi lá, podem ter certeza disso!
Na
postagem anterior sobre a Bienal, eu falava de desenhos. Não, ainda não falei de todos,  não terminei as pesquisas que gosto de fazer para complementar com informações a postagem e estou com muita vontade de entrar de uma vez no mundo audiovisual, depois retomo os desenhos.
A presença de obras audiovisuais me chamou muito a atenção e a lamentar só mesmo não ter podido ficar calmamente assistindo alguns curtas e videoinstalações que me atraíram de cara, de ouvido. Digo isso porque aconteceu de ouvir primeiro e depois ver, assistir.
Sabendo que não voltaria uma segunda vez ao evento, comecei a tentar não me demorar muito diante das obras, embora isso seja algo que me agrada por demais e é essencial para a leitura delas.
Para poder falar do curta de Gülsün Karamustafa, que não foi o primeiro de que assisti a um trecho, tive de garimpar até descobrir o nome da obra, porque a que aparece o tempo todo, na internet e mesmo no Guia Como procurar coisas que não existem [pp. 138-139], é uma que ela fez com tecidos, que não vi ou vi somente de passagem

 GKaramustafa_Illustrated_History_006

Trata-se de Resimli Tarih [
História ilustrada] de 1995, uma colagem têxtil. Mas o que me interessa é Migrante.
O título original é Muhacir, Gülsün é uma artista da Turquia.
Esses são dados que eu desconhecia até poucos minutos atrás. Estava circulando pelo andar C,  já tinha visto o double-screen film dela:
duas telas colocadas bem na união entre as duas paredes, no canto.
Não havia parado para assistir, acho que fui ver umas tantas obras nas imediações e não dei olhar para aquilo. As telas estavam num espaço escuro,



migrante-leo

a sensação é outra, não notei sequer os fones para ouvir.1 F
Em parte, foi a distância em que eu estava… e agora me vem à memória a cena que, quando decidi assistir, havia dois rapazes mais próximos das telas e eu não tinha boa visão. Esperei que saíssem da frente (ou foi antes, não importa), porque o que vi foi muito especial, aliás, eu nem sabia quanto até hoje, lendo sobre o que é o filme.
Vi a moça da tela à direita caminhar e passar para a outra tela.
E eu não estava filmando. Entrei num estado de perda e peguei logo o celular e, no meio da atrapalhação, registrei isso


 

Depois, me fui dali, não dava para aguardar que o filme recomeçasse e registrar a passagem nessa obra que achei descrita como uma videoinstalação com dupla projeção no canto e que fala de migração forçada, no caso a de suas avós, mas se refere, sim, a migrações forçadas ate hoje.Neste momento em que escrevo, continuo buscando mais informações, fotografias, o próprio filme para mostrar a vocês e meu vídeo ainda não está inserido em seu lugar mais acima, eu confesso que não o vi direito e não estou certa de incluí-lo na postagem. E qual não é minha surpresa ao ver uma foto que é exatamente uma das imagens iniciais do meu vídeo


tumblr_nbectd3gwa1ryyn3ro4_500_muhacir
e posso ver nitidamente o que não vi lá: chocante, os efeitos da guerra mostrados por essa multiartista2 que se define como  “una artista de Istanbul”.
Há uma infinidade de coisas a falar sobre ela, mas deixei espalhados pelo texto e as fotos são links para textos, a fonte das imagens, neles vão encontrar mais informações. Devo seguir para o próximo artista.
Claro que meu encantamento com a passagem da moça de uma tela para outra não é meramente com isso, que é um recurso tecnológico, mas com o uso dele tão bem pensado, essa questão da migração fica representada ali, creio eu. E inegavelmente a beleza disso ser possível pela tecnologia atual. Sei, por experiência minha, de quanto os recursos pesam na realização de uma obra de arte, na verdade, se penso nos equipamentos de que disponho hoje, fica óbvio que não poderia ter filmado um trecho de Migrante e compartilhar aqui sem o smartphone com câmera. Esses simples equipamentos, celulares ou smartphones, me permitiriam concretizar algo que era impensado anos atrás, aliás, foi em 2005 que descobri que gosto de filmar.
Mais uma nota sobre este e outros filmes e a tecnologia. Acabo de perceber que alguns deles não se prestam às salas de cinema, ou ao DVD, menos ainda à TV, só mesmo diante da instalação é que a história se dá.
Bem, acho que não aconselho ninguém a visitar exposições como eu faço, muito menos uma bienal. Fui verificar o nome da obra que filmei, fotografei e foi a primeira que me impressionou pelo uso que faz das telas digitais.
Vi que se tratava de um grupo de pessoas, uma delas aparecia calada, de frente para o espectador, de costas para uma fileira de outras pessoas na tela grande e falando numa tela à direita da gente. Quando terminava de falar, era vista, na tela maior, se juntando aos demais ao fundo.
Eram quatro telas digitais, de tamanhos diferentes

Arte1_band_programa

aqui se vê acima que havia o que ouvir/ler (legendas) em, pelo menos três dessas telas. O espectador exposto a um desafio de captar tudo e certamente sem poder dar conta disso numa única sessão. Ver de novo e again.  Eu, sem tempo.
O curta é The Excluded. In a moment of danger (Os excluídos. Em um momento de perigo) do coletivo russo Chto Delat (= Que Fazer), o que soube no site Fala Cultura, onde também está explicado qual a questão tratada nele.
Há pouco assisti aos comentários do curador Paulo Miyada sobre o curta no vídeo do programa Arte 1 Em movimento,3 de onde capturei o frame com as telas da instalação acima.
Aqui trecho filmado por mim,

 
 

Repito, o evento é muito grande, esse tipo de instalação se perde porque exige um tempo considerável para assistir, se envolver com aquilo e poder compreender a trama, os significados. Se vocês forem ler o que está dito no Fala Cultura e depois ouvirem o curador Miyada, vão notar que cada um abordou o curta de um ponto de vista; sim, ambos incluindo a política, mas o curador tocou no uso da tecnologia, na postura do espectador. Eu fiquei num nível bem superficial,
ilpois não assisti direito, quis registrar da melhor maneira. Foi uma primeira experiência com câmera de celular e com a câmera digital que tenho.
O que me chamou atenção também foi essa imagem





por se tratar de um desenho, mas, como eu não assisti aos vídeos, não sabia qual sua ligação com os vídeos.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MINha BIEnal 31_Preview Audiovisual




meio fragmentada, multiplicada, é assim que me sinto ultimamente, mas com meu olhar atento a tudo.
A fotografia que estão vendo foi alterada num gerador de glitch online, o ImageGlitcher. No ano passado participei da oficina Glitch e Apropriação Audio/Visual: processos criativos em tecnologias digitais, e soube que os artistas se apropriaram do que seria um defeito, um problema nos games, para fins artísticos e de modo provocado, obtendo efeitos visuais e sonoros de infinitos tipos, a glitch art.
Claro que não vou falar nisso agora, porque o assunto é ainda Bienal de São Paulo. Vou ver se faço uma postagem só sobre glitch, uma vez coisas incríveis são feitas. Por enquanto, que tal experimentar o gerador de que falei há pouco? Basta arrastar usar uma das imagens dadas ali ou arrastar uma imagem do seu computador para a área cinza e mexer nos controles


deixar marcada ou desmarcar a opção de scan lines, se não quiser o efeito de linhas



Também deem uma olhada no site da revista ZUPI, achei obras bem interessantes ali.
Indo ao assunto principal, saibam que estou preparando uma postagem sobre o que vi e ouvi de obras audiovisuais na Bienal.  Nela vão estar, além de vídeos encontrados em sites, os que eu mesma fiz durante a visita à exposição.
A novidade é que, para facilitar a inserção desses vídeos e por desejar entrar nessa área de fazer vídeos de arte, decidi ter uma página no Vimeo, uma plataforma de vídeos semelhante ao YouTube, mas, pelo menos eu acho, que é muito voltada para artistas e vídeos ligados às artes.
Pois bem, essa minha foto é o retrato com que vão me encontrar no Vimeo.
Ontem criei coragem de fazer o upload dos meus vídeos, que são trechos de curtas e de uma videoinstalação de que vou falar na postagem mencionada.
Já vou passar o link, porque me senti bem tornando os vídeos públicos. Apesar de não serem de obras minhas eu me alegrei muito por não me intimidar com o receio de eles não estarem bons, certamente merecendo até uma edição, mas os vejo como um começo de algo que ainda vai ser bem pessoal e é um auto-incentivo para que eu crie os meus vídeos.
Aliás, há uns anos eu dei início a um vídeo com imagens desenhadas por mim para acompanhar um texto que agora ao querer contar dele a vocês, bem, não consigo definir com uma palavra, se trata de um registro gravado do que acabo de inventar que é um diário falado. Eu às vezes gravo minha voz em vez de escrever, acho que diário falado defini o que faço. Então, o vídeo é a junção desse trecho de diário com desenhos. Vou retomar o vídeo, I promise. Ele tem de ficar muito bonito, pois é um presente.
Eis o link de Marga Ledora no Vimeo.
Minha intenção ao fazer os vídeos e as fotos foi a de trazer para o blog a minha experiência da visita à Bienal. Os equipamentos não são sofisticados, são o smartphone e a câmera digital compacta com controles manuais. Contei com minhas emoções, meu olhar pessoal, as condições que tinha, nem sempre as melhores e a inexperiência de quem se propôs contar seu percurso a vocês do seu jeito. De modo algum tem caráter de reportagem, de jornalismo, eu sou uma artista, uma apaixonada por arte.
Hum, já ia esquecendo de agradecer aos que me acompanham publicamente e aos visitantes, porque são vocês que me motivam a continuar escrevendo, pesquisando, criando, compartilhando o que sei e me questionando sobre vida e arte.
Aguarde a postagem onde vão reencontrar meus vídeos e muito mais Há mais postagens e vídeos chegando, aguardem!
UM MARAVILHOSO 2015 para tod@s nós!





sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Nova Cabeça de Blog



Cabeçalho do Blog


Ano Novo se aproximando e, embora ainda em reforma, faço uma alteração aqui.
Não terminei os ajustes no modelo do blog, fui muito tímida naquilo que pretendo transformá-lo não só em aparência, mas no que diz respeito ao conteúdo, como a busca em trazer informações sobre eventos de arte, como a Bienal de São Paulo, que visitei e estou compartilhando com vocês o que vi e ouvi lá em duas postagens recentes, MinHa bIEnal 31 e MinHa BIEnal 31_Desenhos.

Tirei o cabeçalho do anúncio da reforma



com uma fotografia minha de tapume, retrabalhada com colagem, como forma de simbolizar mudança, as alterações pretendidas. Também a volta a escrever no blog com certa frequência.
O novo cabeçalho tem um detalhe de desenho meu. E dessa vez não vou dar o título do desenho, nem vou mostrá-lo inteiro por enquanto. Posso adiantar que se trata de um desenho digital, que fiz neste ano.  Ele faz parte de uma série de desenhos que não terminei, outros mais vão chegar.
Em 2015 é que vai fazer sentido contar o que eles são, o que vou fazer com esses desenhos.
Vão ter de aguardar calmamente para isso, mesmo aqueles que já deram uma espiada no projeto que tem a ver com eles.
Sobre o processo de criação do cabeçalho, escrevi uma postagem no blog de teste, a CABEÇA DE BLOG, lá ficam as observações sobre a elaboração do Cabeçalho, tem algo sobre as decisões que tive de tomar quanto às medidas usadas, coisas mais técnicas, ainda que eu não me aprofunde nelas.
Uma coisa que me faz falta são comentários de quem visita o Marga Ledora.
Vejo a receptividade de vocês nas estastísticas do próprio blog, o que me alegra diariamente, mesmo que seja uma única visita no dia, aquilo me significa muito, porque estou escrevendo na internet e anos atrás, se alguém me dissesse que eu faria isso, chamaria de maluco. E o tempo que passei com o blog sendo visitado por mim e uns poucos amigos, não vendo o contador de visitantes que eu usava na época registrar mais do que essas visitas, ou seja, era um blog que não cumpria seu papel de levar informação, um espaço inexistente no mar da web.
Escrevo aqui desde final de 2009, o blog já parou de registrar as minhas entradas aqui e aprendi a não deixar isso acontecer para saber como anda a comunicação com vocês.
Eu sou muito grata a cada um dos que me acompanham, especialmente os 32 acompanhantes que podem ser visualizados na barra à direita, mas a todos os que me deram mais de 28.800 visitas desde o começo!
As postagens que escrevo faço com muito cuidado com as informações que trago, as imagens, os links, as citações... tenho prazer em fazer postagem atrás de postagem, a sensação de poder compartilhar o melhor do que sei, do que vou aprendendo, dúvidas, minhas perguntas, respostas possíveis.
Agradeço a cada um que deixou seu valioso comentário em algumas postagens, como recentemente o comentário de uma pessoas identificada apenas como Ricardo que, na postagem sobre o Festival de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil, gentilmente me esclareceu sobre o funcionamento da Itinerância e me alertou.
Tem quem ache que explico demais, outras que não deixo espaço para que vocês pesquisem sozinhos sobre os assuntos, que invisto muito do meu tempo em cada postagem e poderia escrever muitas mais se resumisse, não me ocupasse em procurar links. Só que não sei fazer isso, não sei nem quero cortar minha experiência ao meio e trazer para cá umas dicas incompletas, sem opinar, sem conversar com quem entra aqui.
Já faz um tempo, fui criticada por escrever bastante, uma pessoa idosa, que se julgava atualizada por afirmar que textos com mais de vinte linhas viram um lero lero. Não foi por essa pessoa ler postagem minha não, se viesse aqui se espantaria mais ainda de eu ser lida mesmo passando das vinte linhas e, de vez em quando, anotando umas notas de rodapé.
Será que pessoas em maior número me leriam se escrevesse não mais do que os 144 caracteres?
Ainda não tenho Twitter.

domingo, 7 de dezembro de 2014

MinHa BIEnal 31_Desenhos




logo
Na postagem anterior MinHa BIEnal 31, eu acabei não falando o que vi no evento por não desejar influenciar, também por ainda estar editando o material que produzi não só da Bienal mas das outras exposições que visitei em São Paulo | SP no mês de novembro.
Além do artista Prabhakar Pachpute que fez os desenhos usados no cartaz, no logo, no site e outros materiais impressos ou não da própria Bienal e de ele expor uma obra ou três obras se assim preferirmos, pois…
Até ia compartilhar aqui uma imagem de Dark clouds of the future,1 obra desenhada por ele que está exposta no evento, mas encontrei algo muito bonito e que vão perceber só no final do vídeo o motivo de eu trazê-lo



O vídeo de mesmo título da obra a que me referi está no vimeo,2 juntamente com outro, ambos resultantes de muito talento mesmo de Pachpute e de sua visão particular e poética do que vê, sente no lugar onde nasceu.
Foi pouco antes do final da visita que me dei conta da presença insistente do desenho no evento que tem de tudo, desde de desenho, passando por pintura, fotografia, vídeo, instalação, curta-metragem, gravura, tapeçaria, acho que citei tudo… faltou escultura.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MinHa bIEnal 31



bienal-evento,0

Finalmente consegui parar um pouco para contar de minha visita à Bienal de São Paulo no dia 20 de novembro passado.
Eu creio que cada um que a visite vai sair com uma bienal na cabeça, nos olhos. Cada um faz uma bienal, um percurso dentro daquele enorme espaço de exposição. Corrijo: exposições, o certo, na minha opinião,é dizer no plural. E é no plural que me senti estando ali, exposta a tanto o que ver, ao que se abrir ou não.
Eu, no plural. Digo isso porque me multipliquei para estar naquele Pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, que ora acho adequado, ora não. Encantada por fotografia, uma forte queda por desenho, apaixonada por vídeos, plural nas minhas necessidades artísticas, fui atraída por eles sem descanso.
Cheguei a São Paulo às 11 da manhã e, depois de almoçar num lugar que não era mais o restaurante oriental favorito que eu desejava encontrar, fui à Caixa Cultural e, sem ter planejado, estive na exposição do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil, ambos perto da praça da Sé. E, antes da Bienal, fui à Galeria Olido, na avenida São João, não muito longe da Ipiranga.
Isso tudo vou falar ainda, pois dou prioridade à Bienal porque se encerra no próximo dia 7 de dezembro e devo dizer que recomendo a visita. Sim, recomendo!
Fazia um tempo grande que não me metia com esse evento das artes justamente por seu gigantismo e a variedade de exposições e até a necessidade que surge de voltar outras vezes e isso não ser exatamente possível, fácil para quem não mora na cidade.
Acabo de pensar que podiam fazer uma itinerância da Bienal, levando para cidades do interior algumas das obras expostas no grande evento, como,  a exemplo do qual escrevi recentemente, a Itinerância do Festival de Arte Contemporânea SESC Videobrasil, que leva, no ano seguinte de cada edição que ocorre em São Paulo, as obras premiadas a cidades como Campinas (SP). 
Bem, fui no supetão, tinha pensado bastante em ir, mas o clima chuvoso e outros quetais me faziam desistir. Visitei todos os possíveis empecilhos. Só que achei que, como já tinha falado da Bienal sem ter ido, por conta de uma polêmica sobre dois artistas participantes, achei que era justo e faria bem a artista e a blogueira que sou ir. A blogueira quis contar a vocês sobre a sua Bienal.
Andei lendo sobre o evento e vendo fotografias e vídeos de obras que estão lá. Algumas vi à exaustão, como as dos artistas sobre os quais comentei na postagem 31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui, sobretudo a de Eder Oliveira, também o vídeo da falsa destruição do templo de Salomão recentemente inaugurado na cidade era apontado com algo imperdível.
Ainda na dúvida sobre ir, decidi que não daria mais atenção às obras comentadas na imprensa e revistas de arte. Fiz uma lista me baseando no livreto que acompanha a revista ARTE! Brasileiros para saber os nomes dos artistas, me basendo no que não vi na imprensa, nalguma observação breve sobre o artista no livreto

Anotações e Especial ARTE!Brasileiros set dez 2014_ML2014
e, no meu caderninho, anotei nomes, local dentro do pavilhão (C, B, Colunas etc.)… e o lugar de origem do artista, pois me interessava conhecer aqueles de que nunca tinha ouvido falar. 
Para não me estender, vou dizer que, estando lá, busquei seguir a lista, mas fui chamada pelas obras e houve as que me atraíram de verdade me tomando mais tempo e me fazendo perder de vista certos nomes que inicialmente escolhi. Foi o caso de Val del Omar, que acabei anotando como visto´no alto da página para não me esquecer e depois procurar mais informações sobre ele em casa.
Começo já já a descrever minha Bienal, antes quero falar do logo do evento e de quem fez o desenho, aliás, os desenhos usados pela instituição e que me agradam por demais


Prabhakar-Pachpute-2013
pg48_page_1_image_0001_1
20131023130833-Untitled














porque desenhos e sou louca por eles e porque os dele me impressionam.
O artista é o indiano Prabhakar Pachpute e ele usa o carvão para desenhar e, digamos assim, o motivo para desenhar vocês vão descobrir indo aos links, clicando nas reproduções dos desenhos acima e na foto dele. Aprecio o modo realista como ele desenha figuras fantásticas, é poesia e consciência viva das coisas que Prabhakar vê e sente! Não vou me deter em falar da arte dele, apenas confesso que me emociona. Reparei, nestes três desenhos, que o artista lida com o não ver, em nenhum deles os personagens têm olhos livres.
Um lembrete: Há obra desse artista exposta na Bienal!
Bem, comecei a escrever no dia 27 e, por alguns contratempos não retomei a escrita até uma ou duas horas atrás, relendo e incluindo mais alguma coisa que acho relevante como a foto do meu caderno e do livreto da ARTE! Brasileiros nº 26, uma revista que eu não conhecia e adquiri numa ida a São Paulo no começo de dezembro e da qual quero falar em outra postagem.
Vou fazer o seguinte, como fotografei e filmei algumas coisas do vi na Bienal, e, claro, tenho de fazer meus comentários e não acho que é o caso de dizer a vocês para verem o que me interessou, vou escrever aos poucos o que vi, ouvi, assisti lá até para não influenciar quem me lê e pretende ir ao evento.
A sugestão é de que cada um de vocês faça a sua Bienal, seu percurso pelo pavilhão, num se deixar invadir pelas exposições, as obras, os artistas.  Por ora é o que sinto vontade de dizer a vocês. Eu recomendo a Bienal de São Paulo, sim!
E, para quem quer chegar lá sem erro, há um ônibus circular saindo da estação de metrô Paraíso, linha azul, direto ao Parque Ibirapuera o 909P/10 Metrô Paraíso - Bienal SP (Pq. Ibirapuera) P e não A como aparece na imagem abaixo e que está na página do site do evento


linhaparaisobienal2
ele para nas entradas 1 e 2, tem de entrar no Parque e caminhar um pouco, passando pela Oca, outro espaço expositivo ali. Neste outro link há indicação de outros modos de chegar lá: http://www.31bienal.org.br/pt/visit/814
Não deixem para a última hora, aqui os horários de visitação

ter, qui, sex, dom e feriados: 9h - 19h (entrada até 18h)  qua, sáb: 9h - 22h (entrada até 21h)  fechado às segundas
O ônibus para voltar à Estação Paraíso tem parada exatamente no lugar onde descemos para ir à Bienal.
Na mesma parada passam o tempo todo ônibus para o MAC USP, vale verificar se tem alguma exposição que merece ser visitada. Eu fiquei com vontade de ir à Transarquitetônica de Henrique Oliveira, uma instalação que imagino ser fantástica, mas desisti de ver, tratando de voltar!

Sapatos confortáveis é outra recomendação para a visita!
Na volta para suas casas, quem quiser deixar, no espaço para comentários, algumas impressões sobre a Sua Bienal, serão bem vindos!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

18º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil


Estive no SESC aqui de Campinas na sexta-feira passada.
Meu único interesse era me inscrever num curso de Criação de Blogs.
Estava muito frio, um vento forte, mas, ao sair, já inscrita, decidi ir ao Galpão Multiuso que fica pertinho, mas com outra preocupação minha, queria uma bolsinha para carregar meus cabos de smartphone, lá às vezes tem algum artesanato ou coisa assim.
Não achei.
Olhei bloquinhos, livros, CDs. Meus olhos, de vez em quando, iam mais além da loja

kora prince
e voltavam.
Sabia dos vídeos, sabia do Festival de Arte Contemporânea SESC Videobrasil há um bom tempo, desde o mês anterior e, naquele momento, já estava com o livreto do festival nas mãos e, vendo uma fileira de televisores de plasma, mas não ia até lá, onde via pessoas falando.
Demorei, mas não resisti.
Era um ambiente com luz baixa, paredes em cinza escuro, claro mesmo somente sobre a mesa ampla, com livros e outros informativos sobre o Festival, como se pode ver na fotografia acima.
Vídeos legendados em português. Ainda assim usei os fones de ouvido disponíveis em ganchos logo abaixo das tevês. Desenrolei o cabo, fones devidamente colocados e fiquei ali ouvindo Basir Mahmood.
Achei que ele era indiano. Equívoco: é um artista do Paquistão. O nome dele era uma pista, no entanto não me dei conta.
Ele foi meu primeiro escolhido graças ao equívoco, mas também por eu ver que se tratava de um vídeo – bem, pensava que haveria outros suportes além do vídeo, não me informei antes, apenas dei uns passos e ali estava eu em plena exposição.
Na obra de Mahamood My Father (2010), vi uma pessoa idosa tentando enfiar linha numa agulha. Era um homem de barbas brancas

Basir Mahmood_My Father_from Videobrasil site
Naquela seção de vídeos, os artistas dão seu depoimento sobre a vida, sobre a obra, percebi isso depois, eu estava preocupada em não me demorar, lá fora estava bem frio e não fui devidamente agasalhada para enfrentar ventania.
Me dirigindo para essa área a que me refiro, fiquei um pouco em frente ao vídeo de uma moça oriental e li na legenda que se… ela não teria feito uma escolha.  Parecia triste, nervosa, as mãos denunciavam o nervosismo. Achei podia ser desinteressante saber sobre seu problema, como muitas pessoas que fogem de gente com problemas, embora eu evite fazer isso. Não li o texto com informações preso à parede relativo ao vídeo e segui para o vídeo do artista que não é indiano.
Depois, o segundo artista a quem ouvi foi Lucforsther Diop, nome que estou lendo agora no livreto do festival, porque lá não cheguei a ler e talvez não me lembrasse de qualquer forma agora, menos ainda da grafia de seu nome. Ele é de Camarões, neste momento só me lembrava que era um país da África e que ele vive na Europa. Recorro ao livreto, leio Holanda.
Seu vídeo nele vi sua própria mão. Apenas os dedos se movendo, com a palma dela voltada para o espectador

Lucfosther Diop_from Videobrasil and Lucfosther's blog
A descrição que está no livreto me faz pensar na necessidade de tempo para entender, se relacionar com uma obra que parece banal, mas não é, We Are One fala das relações humanas. Lembro me ouvi-lo mencionar a resistência que tem para viver na Europa e a que teria ou teve, tem quando está no seu país. Maior agora que é um estrangeiro.
Não é incomum ouvir falar nas dificuldades de uma pessoa em se adaptar num lugar que não é o de seu nascimento, ou não, mas um homem negro de África na Europa é bem difícil mesmo.
Confesso que a falta de tempo não me permitiu interagir com a obra dele e ver nos movimentos de seus dedos aquilo que ele quer nos fazer pensar.
Dando mais uns passos entrei na área onde estavam sendo exibidos os vídeos de cada um dos artistas, que é preciso que se diga que tiveram suas obras premiadas ou que receberam menção honrosa neste festival. Aliás, o que veio do festival para Campinas é uma parte itinerante, houve  muito mais artistas participando, aqui veio uma amostra.
Por incrível que pareça a obra que me pegou, me fez esquecer a passagem do tempo, o vento lá fora foi a de Sherman Ong, cujo nome me esqueci, porque o tinha lido ao sair da sala onde assisti a uma parte de Motherland, sua obra, e foi no sábado pela manhã que li no livreto, enquanto estava no mercado aguardando a chegada de minha mãe. Atualmente com o smartphone podemos pesquisar nos lugares mais inusitados, como eu, em pé, diante do carrinho de mercado, fiz com ansiedade, logo vão saber por que razão.
Estou chateada por não ter ido antes ao Festival, não somente por, de certa forma perder de ver com calma os vídeos, os depoimentos, mas por não ter avisado no blog em tempo de mais pessoas irem até o SESC para isso. Terminou no domingo!
Eu teria recomendado com muito gosto que visitassem, ainda recomendo que sigam os liks que vou compartilhar no final do texto para quem ainda tiver interesse de assistir tanto aos depoimentos dos artistas quanto os vídeos citados e outros. É uma recomendação envergonhada, mas recomendo.
Claro que podemos recuperar informações, mesmo os vídeos na internet, mas ficam faltando o ambiente, o tipo de luz, a maneira como as obras foram apresentadas no espaço do SESC. Tudo isso trouxe elementos especiais, condições que não podemos ter em casa diante da tela do monitor ou do notebook, do tablet, muito menos de um smartphone.
Isso vai ficar claro daqui a pouco.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

31ª Bienal de São Paulo_ainda não fui



   éder_bienal.org thiago_bienal.org

Arte, muita arte,  Bienal é uma imensa exposição de exposições.
Muito o que dizer da Bienal e começo com um artigo que escrevi sob o impacto da crítica de uma jornalista da revista Veja. Antes quero dizer que espero escrever mais aqui sobre esse evento das artes, especialmente porque decidi que neste ano vou colocar calçados confortáveis e estar diante do máximo possível das obras que escolher ver de perto. Adianto que as duas obras que veem acima estão no meu roteiro.
Mas vou ao artigo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Arte em revista*


Sem café&com arte2_ML2014


Quero falar um pouco sobre um tipo de postagem que vou procurar fazer daqui para frente. Sobre revistas e arte. Tem a ver com um hábito meu, o de garimpar para encontrar informações sobre artistas, suas obras, técnicas, materiais de arte, galerias, museus… tudo que está relacionado com arte me interessa muito mesmo e não só por fazer arte, mas por ser Cultura.
O assunto é, especialmente, a arte que encontro em revistas!

domingo, 15 de junho de 2014

Sibylle Peretti_Eu recomendo





De vez em quando recomendo algo aqui e há pouco fui verificar se ainda funciona o link para as obras da fantástica artista Sibylle Peretti. Constatando que sim, tive a ideia de fazer postagens recomendando que visitem os sites ou blogs onde estão as obras dos artistas de que gosto, obras que me emocionam, provocam, fazem refletir não só sobre o ato de criar, os processos de criação, técnicas e materiais usados e que gostaria que mais pessoas vissem, prestigiassem, quiçás, divulgar .
Vou tendo ideias o tempo todo visitando meu próprio blog às vezes.