Quero falar de três exposições que pretendo visitar em São Paulo | SP.
Antes explico o porquê de juntá-las.
É que acontecem em locais próximos uns dos outros. Adoro isso, não precisa pegar metrô, ônibus, nem andar muito e dar conta do roteiro.
Vou começar por Travessias de Guilherme Maranhão

Uma breve olhada no convite e nota-se que já está aberta desde o dia 07 de março.
Guilherme eu fiquei conhecendo aqui em Campinas, durante uma oficina de fotografia na Oficina Hilda Hilst, que, se os protestos contra o seu fechamento e de outras oficinas semelhantes não forem ouvidos, vai fechar agora neste Abril.
Não vou me deter no que foi essa oficina de que participei no ano passado, mas falar brevemente das fotografias dele expostas na CASA DA IMAGEM.
No final da oficina, eu perguntei sobre a fotografia dele, queria ver o que ele faz além de fotos como esta da série Plasticidades, feita com câmeras construídas a partir de dispositivo de escâner que permite o aparelho fazer a digitalização do documento ou imagem1

Ele pegou o notebook e abriu uns arquivos. Havia umas fotos bem escuras, quase pretas e Guilherme explicou que eram resultado de ele usar um filme que estava guardado na casa de um amigo fazia 20 anos, o mesmo tempo de carreira dele e o filme estava fungado.
Isso, vencido e com fungos, o que faria qualquer fotógrafo desistir de colocar em sua câmera por não ter noção do que aconteceria com as imagens que registrasse. Guilherme fotografou.
E o que se vê é a série de fotografias na exposição e em livro.
Não preciso dizer que ficou uma obra incrível, as imagens estão com os rastros dos fungos e eles interagem com aquilo que o fotógrafo captou.
Eu mencionei o livro, é Travessia, que foi possível por Guilherme Maranhão ter tido o projeto do livro vencedor do Prêmio Marc Ferrez Funarte de 2014.
Quer mais detalhes e um depoimento dele antes de sair de casa? Então clique na imagem a seguir

