terça-feira, 10 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
BLOG EM REFORMA
Há um bocado de tempo estou para vir aqui e começar uma reforma que vá além de mudar a imagem de início do blog, com meu nome.
Andei participando de uma oficina de produção de conteúdo e curadoria de web* nas últimas semanas, isso porque já tinha decidido que queria mexer no blog, retomar os desenhos, as fotografias e tudo o que diz respeito à arte de um outro jeito, com mais entrega, com uma verdadeira imersão e um investimento de mim mesma nas artes.
Muita coisa aconteceu para eu chegar a essa decisão, mas tem a ver basicamente com reconhecer que não tenho me empenhado o suficiente, que tenho me deixado ir para outras tantas atividades e, embora, elas me deem alguma satisfação, isso não me basta.
Eu me sinto umas tantas vezes não aproveitando, não usando todas as minhas capacidades nem indo para as respostas às minhas perguntas, nem dando espaço ao meu desejo de conhecer, de saber mais, de fluir quem sou.
Nas artes é que posso o meu melhor como pessoa, claro, como artista, mas também como mulher.
Não vou me alongar, ao menos vou tentar isso.
Para a reforma estava em dúvida sobre como mudaria a aparência do blog sem arranjar problemas, pois já me meti a fazer isso em outras ocasiões e não gostei de certas mudanças. Houve susto, por achar que não podia reverter, desfazer aquilo.
Ontem procurando templates, que são modelos de estruturas em que distribuímos as informações que queremos no blog e descobri que se pode criar um blog de teste. Foi um alívio essa informação e criei o meu Marga Ledora Teste
que inicialmente não foi pensando para ser visitado, mas pode ser interessante para mais pessoas, sobretudo quem tem blog ou quer criar um ir vendo minhas experiências, o que deu certo, o que não deu ali e para quem quiser entender como daqui um tempo o o blog oficial vai sendo mudado.
Não pretendo apenas mudar a cara do blog nem apenas passar a escrever mais postagens, as mudanças vão além disso.
Estou pesquisando, pensando, me permitindo ser invadida por ideias diferentes para fazer algo muito melhor por aqui.
Deem uma visitada no blog de teste, lá tem duas postagens breves.
Vão notar que tem uma aparência diferente do blog oficial, já é uma mudança em teste.
Faltam muitas explicações, mas serão dadas no decorrer do processo de reforma, aí vai ficando mais claro aonde quero chegar.
Estou muito bem por finalmente dar os primeiros passos da reforma!
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* Sobre a oficina, vou trazer informações em postagem futura.
ML_ No blog de teste mostro a fotografia a partir da qual criei a imagem acima.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Voltando_A salvação pela fotografia
[Escrever] além de uma liberdade é uma conquista.
Franco Terranova
Estou com saudade de escrever aqui!
Tive um ano complicado. Até comecei a escolher assuntos, a me decidir por imagens, pensando no texto, mas a vida foi me levando para longe do blog.
Gosto, gosto muito de contar o que ando fazendo a vocês, acreditem, me fez uma grande falta. Estive envolvida com coisas da família e depois, quando isso deu uma folga, fiquei com problemas de saúde.
Foi uma sequência de fatos que se iniciou em maio passado. Começou com um procedimento dermatológico, vejam que o nome da pequena cirurgia de retirada de um caroço nas minhas costas nem é cirurgia de tão simples, mas não podia fazer esforço para não prejudicar a cicatrização.
A seguir veio um acidente na porta giratória de uma agência bancária. Machuquei o dedo grande do pé esquerdo.
Para terminar, antes mesmo de poder calçar sapatos fechados, tive uma crise, chamo de ataque de um vírus da catapora, o herpes zoster.
Alguém vai se perguntar por que afinal, se esses problemas todos demandam repouso, ficar parada, não aproveitei para escrever muitas postagens.
Ai, meu estado de espírito ficou seriamente afetado, pois cada vez que pensava que ficaria tudo bem, acontecia outro problema. Tomei antibióticos em profusão, logo eu, que sempre dou preferência a tratamentos com homeopatia, florais, ervas. O corpo se ressentiu um bocado. Tinha remédio que dava sono, o outro provocava insônia…
Resumindo, fiquei toda mexida e não gosto de escrever sobre arte nesse tipo de estado. Sem falar que, durante essa sequência de problemas, fui perdendo compromissos, tendo de desmarcar, ou simplesmente não indo, como foi o caso da oficina de monotipia do amigo João Bosco, chovia na ocasião e eu não podia calçar sapatos.
Isso foi inevitavelmente me chateando, me tirando do sério. Foi desgastante, a cada vez que estava me recuperando outra coisa acontecia. Parece mentira, mas não é!
É, se não escrevia postagens, também não desenhava, um vazio criativo.
No entanto ele foi quebrado no dia em que peguei a câmera de fotografia.
Estava deitada, em repouso, quando me deu vontade de captar uma luz que passava pela fresta da porta do quarto. Isso foi me devolvendo o olhar para as coisas ao redor, me preparando, sem saber, para os eventos fotográficos de que participei em setembro e outubro.
Vou contar um pouco do que vivi.
Em 2012 tive o prazer de participar da oficina do fotógrafo Paulo Baliéllo,1 que resultou num pequeno ensaio fotográfico, experiência que, ao ver a programação da OC Hilda Hilst,2não pensei duas vezes em repetir. E lá me fui para a OFICINA: REINTERPRETANDO GRANDES IMAGENS FOTOGRÁFICAS!3
Tem uma história longa dessa oficina, porque tínhamos de escolher um fotógrafo, decidir qual foto dele seria reinterpretada. Cheguei com um fotógrafo, passei por outros e acabei reinterpretando uma fotografia de
Aaron Siskind, San Luis Potosi 16 de 1961
Minha releitura eu chamei de Rasgação

Vontade de falar e muito da oficina, contando sobre como foram as aulas com Paulo, sobre os colegas, alguns que se tornaram amigos, as ricas conversas e trocas durante a oficina e o processo mesmo de chegar a essa foto, porém me contenho e vou falar brevemente também do workshop.
Esse foi mais ou menos assim.
Aqui em Campinas (SP) há o Festival de Fotografia Hercule Florence, que neste ano foi de 1º a 31 de outubro4

Li o programa e fiquei achando que não seria selecionada. Enviei meu portfólio e aguardei ansiosamente pelo dia do possível aviso de aceitação.
Foi emocionante receber a mensagem do pessoal da Hilda Hilst e a recomendação para levar uma lanterna. De verdade demoraria muito falar a respeito e a foto que vou mostrar tem a ver com raptar a luz
esta é Maneira negra.6
Há tempos queria fazer algo semelhante e não me acertava com a câmera digital.7 Mas quando chega a hora as coisas acontecem, e foi no workshop de Juvenal.
Além de Juvenal, outra pessoa que conheci durante o Festival foi o fotógrafo Ricardo [Lima], o criador e um dos organizadores do Festival. Tive a alegria de uma intervenção maravilhosa dele no meio de minha apresentação das fotos que enviei a Juvenal para a seleção.
A foto a que me refiro é esta
é o resultado da intervenção de algum passante na avenida onde a foto está colada num muro, imagem é um lambe-lambe de foto do fotógrafo Carlos Bassan. Ricardo reconheceu e, rindo, comentou. Tem a história do lambe-lambe, do grupo que promove essa exposição ao livre de fotografias coladas em tapumes, paredes, muros em algumas ruas da cidade. Mais um agito de que Ricardo participa, faz. Disso eu também gosto muito, é uma oportunidade de mostrar as fotos para quem anda nas ruas.
Nessa minha foto é contada um estória. Bassan fotografou a modelo negra, alguém rasgou e eu fotografei a seguir.
Eu me encantei com isso! Foram dias de uma espécie de renascimento, depois de tanto tempo lidando com problemas pessoais.
Se eu ficar falando, vou levar dias para terminar de escrever a postagem. Espero não perder a oportunidade de voltar a esse assunto, na verdade, são muitos os assuntos que cada evento traz, pedem outras postagens. Há muitas histórias a contar, podem crer.
O que posso afirmar é que não imaginava que neste ano eu ainda pudesse realizar coisas importantes como artista visual. Não é à toa que brinco seriamente sobre ter sido salva pela fotografia.
O chamo de importante é o aprendizado, as conversas, eu sinto muita falta de ouvir e falar sobre fotografia de um modo geral, a de fotógrafos profissionais, sobre a minha fotografia também. É nesse ambiente que me sinto à vontade e com desejo de refinar os processos de fazer fotografia, de compartilhar informações, ver as fotos dos colegas, ver se contribuo com alguma coisa que nos faça crescer como gente que fotografa, capta imagens com câmeras de todos os tipos, incluindo as de celulares.
2014 logo se inicia, eu não podia deixar de trazer alguma história do ano que acaba, porque o que vou fazer no ano novo é dar continuidade ao que comecei já nos últimos meses dele e também desejar a quem circula pelo blog um ano de muita criatividade, um ano com oportunidades de realizar projetos, sejam nas artes e/ou em outras áreas, de ser reconhecido pelo que se faz e de abundância e prosperidade!
Que 2014 seja um espaço de tempo repleto de histórias bonitas, de encontros com gente nutritiva, isso no sentido de incentivar, valorizar o que cada um faz e, sobretudo, como cada um é!
VIVA 2014!
Abraços carinhosos de Marga
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ML_ Quero dizer da ansiedade de publicar quanto antes a postagem, eu me senti muito bem escrevendo o texto, selecionando as imagens, contando minhas impressões sobre o que vivi, ainda que tenha ficado faltando dizer muito mais.
Ontem, dia 30 de dezembro, faleceu um poeta italiano, que morava há muitas décadas no Rio de Janeiro. Era um ser fantástico, criador de uma poesia de imagens fortes, frágeis, verdadeira dentro do corpo que é o poema.
Franco Terranova, a frase dele me incentiva a permanecer escrevendo aqui e em vários outros lugares. Ele estava certo, há uma liberdade em escrever e a conquista se dá talvez não definitivamente, mas sim a cada linha ou, antes, a cada palavra escrita, pensada. A liberdade e a conquista, se as alcançamos, está no lapidar a frase, em escutar o que a anterior diz e tecer o diálogo entre elas.
A morte dele me comoveu, comove muito, e quis trazer esse pensamento dele para o blog, sim, como homenagem, mas certamente como um guia, uma frase que me guie quando eu não tiver palavras para me expressar, então vou me lembrar do que ele escreveu!
1. Escrevi uma primeira postagem sobre essa oficina (Crônicas fotográficas_1) e ficou faltando a segunda.
2. Trata-se de um espaço de oficinas, workshops, entre outros eventos, que vem crescendo em importância para a cultura na cidade.
Informações:
http://oficinasculturais.org.br/oficinas/?idoficina=17
Neste momento ainda não há a programação para 2014, mas vale ficar atento!
3. O programa da oficina:
Ao estimular a releitura ou ainda a reprodução de imagens fotográficas consagradas e conhecidas, a atividade explora a aplicação de técnicas e a capacidade criativa e artística. As reinterpretações das imagens devem compor uma exposição ao final da atividade. Os participantes devem trazer câmera fotográfica (digital ou analógica) com controles manuais de foco, diafragma e velocidade.4. Não vou entrar em detalhes sobre o Festival agora, nem sobre Hercule Florence. Bem, ele foi um dos vários descobridores da fotografia. Era francês, morava em Campinas. O Festival leva seu nome por causa disso e vai além, sendo um evento marcante para a cidade, para fotógrafos profissionais e amadores e para quem aprecia a fotografia.
Há muitos eventos dentro do Festival, só a história dele dá um livro.
Quero escrever sobre tudo isso aos poucos, é muita coisa!
Link:
http://www.festivalherculeflorence.com.br/
5. Eis o programa do Workshop:
Voltada à leitura e produção fotográfica, a atividade tem por temática a influência da luz – que engendra formas, espaços, planos, volumes e profundidade que se entrecruzam e constroem tramas e massas – e explorará o olhar e a apreensão da luz como abstração, na sua condição de ausência e presença que situam o surgimento do invisível. Os participantes devem trazer câmera fotográfica.
6. A foto não foi feita com iluminação de laterna.
O tílulo da foto remete uma técnica de gravura em metal que é muito bonita. A imagem surge de um fundo preto, como essa de Rubens Matuck
(ver em http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_IC/Enc_Obras/dsp_dados_obra.cfm?cd_obra=33111&cd_idioma=28557&cd_verbete=9445&cont=5&CFID=14890320&CFTOKEN=61230518&jsessionid=f2308877e6f41b6b7f77 )

7. Tenho uma câmera digital Samsung WB150F. Ela é compacta, mas vai um pouco além dos modos que se podem escolher (retrato, paisagem etc.) mesmo não entrando na categoria de semiprofissional, posso escolher ajustar a abertura, a velocidade, que me agradou bastante, uma vez que estive fotografando com câmera de filme profissional, a Canon AE-1 PROGRAM, e me perturbaria muito não dispor ao menos disso, que chamo de meio fake, porque há umas limitações de controle desses recursos.Quero dizer com isso que a câmera não me deixa fazer o que “quero”.
domingo, 14 de abril de 2013
Geografias Internas_Recomendo urgência
Tenho de me desculpar muitas vezes por não ter feito o convite antes para a exposição
Sim, mais uma da amiga Eni Ilis, desenhista maravilhosa! Eu me desculpo logo no início porque faltam poucos dias para terminar, é agora no dia 18 de Abril e teve abertura no dia 18 do mês passado. Eu não pude fazer postagem com antecedência.
Bem, mas dessa vez visitei e fotografei as obras. Na imagem acima já dá para ver, na parte inferior, duas de minhas fotografias
nesta aparecem as obras como expostas na Livraria Pontes, devia ter pedido para apagar a luz do ambiente para evitar essa faixa branca sobre o desenho. Na outra, um dos desenhos
Aqui foto de detalhe![]()
Gosto de fotografar porções da imagem e não simplesmente fazer um recorte a partir da foto da obra inteira. Isso permite visualizar mais detalhes da imagem. E, no caso do desenho de Eni, vejo esse modo de fotografar como necessário, pois quem não puder ver pessoalmente pode ter uma noção da maneira de elaborar esses rostos, ver as expressões, ver mais de seus gestos de criadora.
São obras sem título, feitas com caneta esferográfica sobre papel![]()
de perto, um detalhe![]()
Fico sempre impressionada com a maneira que Eni usa esse instrumento, a caneta muito associada à escrita, para desenhar. É com ele que a artista produz texturas, imagens delicadas e fortes, tons num emaranhado de linhas.
Exposição Geografias Internas na
Livraria Pontes
R. Dr. Quirino, 1223
Centro
Campinas SP
Fones 19 3235-3187
Encerramento no dia 18 de Abril de 2013.
Não posso deixar de mencionar e celebrar a iniciativa de Reinaldo e Eva, os irmãos Pontes, de abrir espaço na livraria para exposições de obras de artistas visuais nesta Campinas carente de bons lugares para divulgação de arte. Ali as obras ficam expostas e também à venda. As de Eni não estão disponíveis para venda.
Vamos ficar atentos, pois já há outras exposições programadas!
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M.L._Tenho de pedir de novo que me desculpem. Este pedido é porque as fotografias mostradas aqui foram salvas num formato inadequado (.gif) e não estão boas nem fazendo jus à beleza dos desenhos de Eni.
Vou melhorar isso em outra postagem, prometo!
Creio que o mais importante no momento é divulgar a exposição e dizer que os desenhos de fato merecem ser vistos pessoalmente. Nenhuma reprodução capta… isso é outra história que pretendo falar em outra ocasião, até porque fidelidade ou graus de fidelidade da fotografia ao original é algo que me leva a inúmeras reflexões, perguntas e foi o que me fez começar a fotografar. Aliás, as fotografias aqui são todas minhas e foram feitas com uma câmera digital. Muito o que comentar sobre essa entrada na fotografia digital. Agora vou poder dizer alguma coisa sobre esse assunto.
Mais um detalhe de obra de Eni, ![]()
esse eu acabo de reduzir um pouco a foto original e trouxe par cá!
Também quero escrever sobre a experiência de fotografar dentro da livraria enquanto conversava com Eni e João (Bosco).
Para quem quer ver postagens minhas sobre Eni Ilis e João Bosco aqui estão os links
Dois artistas amigos
Exposição na Estação
