domingo, 14 de março de 2010

A arte de compartilhar a arte_Preparação

Desde ontem estou envolvida com uma ideia que só mesmo o fato de ter um blog é que vai me permitir realizá-la. 
Foi tomando corpo rapidamente, me surgiu durante o banho e ali, sob o chuveiro, logo comecei a pensar no texto, nas fotos, nos nomes dos artistas principais... Bem, um deles é quem me move.
Aaah, tem a entrevista que devo localizar porque nela está um pequeno trecho de fala desse pintor que é das mais belas que já soube que alguém emitisse sobre outra pessoa. Não me recordo direito o que ele diz, mas sinto emoção ao pensar que vou colocar aqui e talvez ela ecoe além de mim, ou pelo menos vai ficar guardada neste espaço para eu reler quantas vezes entrar no blog até que, aos poucos, ela vá se transferindo para minha memória e eu saiba.
Hoje fui verificar na internet informações, imagens, vai dar um certo trabalho mas espero que valha a pena. Quero encontrar fotos de quadros que me agradem e sejam significativas dentro da história de cada artista e que eu aprecie. Algumas datas, fatos da vida, alguns, serão importantes citar. 
Este texto fica meio vago de propósito, sei bem o que pretendo fazer, o como ainda tem de ser elaborado, as linhas gerais foram traçadas no final do banho e, tivesse com o que escrever, teria anotado pensamentos, frases imediatamente. Foi necessário cortar o fluxo  das ideias para não perder tudo.
Banho deveria ser para relaxar, meus banhos insistem em ser um intenso trabalho mental, não sei por que não levo um bloco e caneta. Deve ser para tentar mudar isso.


Esta é, ou melhor, esta foto sem a faixa preta será a que vai aparecer quando eu estiver com o texto pronto e tudo o mais escolhido, decidido para a postagem A arte de compartilhar a arte.
Não, não se trata de censura, o recurso é para ficar curioso. Posso adiantar que se trata de artistas de quem quero falar há alguns anos, são dois. E por causa deles vou falar de mais uns uns dois ou quatro outros artistas.
A foto a seguir, você me entende, vai ser a final.

  

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mais um desenho meu


 

É de 2007 e o título é Movimento. Aliás, tive de movimentar bastante para colocar a foto aqui. Redução não é mesmo o meu forte. 
Gosto de imagens geométricas, daquelas feitas com régua, compasso, curvas francesas, enfim, toda a parafernália que garanta um certo nível de precisão às linhas traçadas. 
Com ele foi diferente, desenhei à mão livre. 
Claro que não é por isso que saiu assim com um jeito de "em deslocamento". Acho que foi até para fugir um pouco da exatidão, que ela às vezes me atrapalha. Leia-se também "exigência desmedida" de minha parte para comigo mesmo.
Nele gosto principalmente das cores e da linha divisória. 
A inclinação, essa eu acho perturbadora.
O movimento eu devo segui-lo e fazer novos desenhos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Visitem Tilleke Schwarz e Cathy Cullis


 

Tilleke Schwarz borda obras de arte. Isso, trata-se de um bordado, um desenho bordado.
Ela faz arte com agulhas em vez de lápis e tinta. Bordado não em toalha, pano de prato, vestuário. 
Lembrei dela porque, ao procurar material para o post sobre Leonilson, revi seus bordados. Os dois têm o bordado como meio de expressão artística e não utilitária.
Coloquei o link para a página dela no blog, por isso resolvi fazer o post. 


Não pretendo ficar falando sobre o que Tilleke faz, é uma beleza e é incrível. Na página dela há coisas muito interessantes como um F.A.Q. no qual Tilleke responde a perguntas. 
Ela não é a única artista que atualmente borda assim, há Cathy Cullis, outra grande artista que faz obras de arte que me emocionam, não só bordados

 

Cathy escreve poesias, faz monotipias...




Cliquem nos LINKS e visitem essas duas importantes artistas.  

sábado, 6 de março de 2010

Leonilson


 

Leonilson foi um artista que tive o prazer de descobrir nos anos 1980. Via fotos, depoimentos e textos com críticas sobre sua obra em revistas de arte como o Guia das artes e a Galeria. Acho que não foi nessa época que comecei a ler/ouvir a opinião de Leonilson sobre arte, sobre expor; foi depois de seu falecimento em 1993.
Um dia assisti a um vídeo na TV Cultura, era Com o oceando inteiro para nadar, de Karen Harley. Até agora não consegui rever o vídeo, só há uns trechos à disposição no site do Projeto Leonilson. Gosto do vídeo, há outros vídeos no site mas é preciso ir até o Projeto para ver na íntegra, o que considero muito importante para quem quer conhecer um pouco o artista, embora o principal sejam suas obras.
Os responsáveis devem ter sua justificativa para não permitirem que os vídeos possam ser vistos na internet, mas fico triste, isso poderia divulgar mais a arte de Leonilson, mas as famílias de artistas falecidos fazem o que julgam melhor. 
Aliás, já li e ouvi coisas de espantar sobre esse assunto, se não me engano a família de Alfredo Volpi não permitiu a inclusão de fotos de quadros dele num catálogo de exposição ou foi num livro sobre o artista. Sem falar nos familiares que permitem a reprodução de obras em livros etc. mas cobram altíssimo para isso, tornando a coisa impossível.
Bem, de volta a Leonilson.
A arte dele é de uma poesia como poucas. Os desenhos em nanquim, os bordados, as palavras... sim, Leonilson escrevia. O que sentia, o que pensava da vida, do amor ou não que há na vida. Poesia mesmo. Reflexão. Sua vida.

   

  

  
 
Voilá mon coeur (Here is my heart), c. 1989, bordado e cristais s/feltro
[Frente e verso] 

Pintou e também fez múltiplos em bronze fundido:

 
Sem título, 1990/1991

Nasceu no Ceará, na cidade de Fortaleza em 1957, 
fez arte

 

fez arte 



fez arte 
e faleceu jovem, na cidade de São Paulo em 1993, em consequência de complicações da aids.
A arte permanece vivo Leonilson.

 
Leonilson fotografado por Pablo de Giulio