quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Esboços 2_experimentação


 

Ontem fiz teste de cor no papel.   Notei que na parte central caíam bem umas linhas, uma divindindo ao meio. Há pouco de volta ao esboço comecei a testar isso também, não só as cores. 
Este aí é o primeiro.  O vermelho não é  mais o profundo e sim o veneziano. Escuro. Estou habituada com vermelhos mais escuros, tenho dificuldade de mudar no momento. Acho isso natural, não um problema.
Estou com um azul me transitando na mente. Tenho, na verdade, um cinza azulado de que gosto um bocado e achei de experimentá-lo no lugar do cinza esverdeado. Eu, então, fiz mudanças em outras coisas.

 

 

Estes esboços me deram a ideia de chamar o desenho de Arco com árvore, não sei se vai ficar. Eu os acho muito cheios de linhas curvas, pode ser que eu altere mais. Talvez coloque outra coisa sob o arco ou simplesmente deixe as linhas do primeiro esboço.
Vou ver. Até porque as cores dos giz são um pouco diferentes, mesmo eu usando a cartela "digital" de cores do Sennelier. Tudo conta quando se lida com computador, a resolução do monitor, do desenho, por isso é no mundo real que vou saber.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Georgia O'Keeffe


 

Esta é uma foto entre as inúmeras tiradas por Alfred Stieglitz, seu marido. Georgia O'Keeffe foi sua musa. Tiveram um belo relacionamento, mas não é só para falar da modelo de Stieglitz que escrevo, e sim da artista, a pintora que ela foi.


Andando por uma livraria, vi um livro em que aparecia o nome dela escrito na lombada, The art and life of Georgia O'Keeffe, de Jan Garden Castro. 
Tirei da estante. Na capa, Georgia, com sua força; na contracapa, flor de uma beleza sem igual. Não me recordo mas creio que já havia visto alguma reprodução de obra dela antes, mas o livro tornou a artista definitivamente importante para mim.
 



Há muita informação sobre Georgia e sua obra em livros e na internet, então me restrinjo ao papel que tem em minha vida. 
Flores, vemos muitas por aí, florões, tentativas tristes às vezes de reproduzir o que se vê. Georgia, as flores de O'Keeffe não se parecem em nada com essas que descrevo, são imateriais, ela captou o espírito das flores com os olhos de sua alma.
Cores intensas, sim. Porém a transparência dá o toque necessário para que não sobrecarregue o olhar de quem está diante da obra. 
[Digo isso e me lembro que jamais estive perto de um quadro dela. As reproduções de modo geral podem alterar e muito o que seja na realidade a pintura a óleo sobre tela; mesmo assim creio na beleza específica dessas obras com flores.]
A arquitetura chamava sua atenção, é um tema que me interessa. 






Volto a falar de Stieglitz agora.  Sua importância vai muito além do que vou falar a seguir, pois foi grande fotógrafo: tenho predileção pelas fotos que fez das mãos de Georgia.




domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vermelhos





 Estes meus desenhos são de 2006. Foram feitos a partir de um molde vazado. Variações, a série a que pertencem.
Olha o grafite como faz toda a diferença! Não sei como pude evitar sua presença nos desenhos por tantos anos. 
O primeiro, A parte incontroversa, quando o julguei terminado, foi rejeitado. Por mim, não tenha dúvida. 
Fui convencida a emoldurá-lo, a inclui-lo entre os quadros para uma exposição que acabou não se realizando. Mas nossa conversa ainda não tinha terminado. Levei um tempo considerável para entendê-lo. 
Houve um choque de cores bem naquela parte escura. Pretendia uma cor e não ficou boa. O giz pastel oleoso não é muito permissivo com relação ao que se pode fazer com uma borracha; precisei raspar a tinta. Sobraram vestígios e a nova cor não me agradou.
Digamos, uma concessão foi necessária nesse caso. 
O outro desenho eu costumo me referir a ele como Deixando o modelo, embora ambos sejam exemplos do momento em que me vi com a necessidade de parar de seguir o molde vazado à risca. É possível ver ainda a linha do molde neles, ela faz parte dos desenhos. 
Houve necessidade de rompimento tanto por uma questão gráfica, afinal aquela obrigatoriedade foi perdendo o sentido, como eu mesma passei a não querer segui-la. 
Coisas da arte.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Rosana Paulino


 
  
Para mim, uma artista e ponto final. 
Brasileira, negra. Rosana Paulino às vezes é apresentada dessa maneira. Acabo de ver num site sobre sua obra, ali dizem que a cor de sua pele ser negra é o motivo pelo qual sua arte trata da questão negra e especificamente do que diz respeito à mulher negra. Ela diz que essa é sua questão em seu blog, mas não é só isso.





É parte da motivação dela, creio eu. É bom frisar que ela faz arte. É o que disse de Siron. Rosana faz arte também com caráter social, de denúncia. Com arte, com técnica, com habilidade e sensibilidade. É arte! 
Faz gravura em metal, desenha, faz monotipia, cerâmica, faz instalações. Rosana é artista plástica e educadora. 
Gosto muito da peça em cerâmica que ela segura na foto. É uma das muitas que ela fez para a série que chamou de Tecelãs.
Rosana tem obras que me atraem, especialmente as de cerâmica e os desenhos, leia-se "obras sobre papel". 

 

 
Volto a repetir, Rosana Paulino é uma artista envolvida com questões mais profundas do que a superfície de sua pele pode supor.