Em algumas postagens futuras vou fazer correções. Ao falar sobre Pablo Picasso, Iberê Camargo e Siron Franco me dei conta de que não falo das minhas artistas queridas. Isso parece como em todo o mundo da arte, em que homens artistas têm uma visibilidade muito maior.
Na verdade, não se trata exatamente de corrigir um erro, afinal, não é errado gostar e admirar artistas homens mas quero que elas, as artistas, venham fazer parte desse espaço onde o importante é a arte.
Não vou fazer postagens de todas as que admiro, algumas vão ser citadas através de links apenas. São muitas, é apenas por isso.
Vou começar com uma artista brasileira, Rosana Paulino.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Siron Franco
Siron Franco.
É um artista que, com muita propiedade e qualidade, faz muitas vezes uma arte com cunho explicitamente social, de denúncia, de refelxão pública da realidade repetidamente injusta no País.
Admiro isso porque não considero que a arte deva ter obrigatoriamente que fazer essa abordagem social, porque pode cair numa cilada e se tornar uma ilustração medíocre da realidade. Ele o faz como homem e artista.
Encontrei um site com imagens de suas obras e adicionei aos links, e aqui um vídeo com ele em ação. Pintando um quadro dos grandes.
Bom, vê-lo atacar a tela com cor e pincel e mesmo com o tubo de tinta.
É a primeira parte do vídeo que está aqui, não é um dos melhores, quem o fez se perdeu um pouco ao permanecer muito tempo numa obra de Siron, mas vale a pena ver e ouvir o artista. Palavras de Siron sobre seu processo criativo e mais:
É um artista que, com muita propiedade e qualidade, faz muitas vezes uma arte com cunho explicitamente social, de denúncia, de refelxão pública da realidade repetidamente injusta no País.
Admiro isso porque não considero que a arte deva ter obrigatoriamente que fazer essa abordagem social, porque pode cair numa cilada e se tornar uma ilustração medíocre da realidade. Ele o faz como homem e artista.
Encontrei um site com imagens de suas obras e adicionei aos links, e aqui um vídeo com ele em ação. Pintando um quadro dos grandes.
Bom, vê-lo atacar a tela com cor e pincel e mesmo com o tubo de tinta.
É a primeira parte do vídeo que está aqui, não é um dos melhores, quem o fez se perdeu um pouco ao permanecer muito tempo numa obra de Siron, mas vale a pena ver e ouvir o artista. Palavras de Siron sobre seu processo criativo e mais:
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Esboços
Esboços para decidir as cores do desenho.
Tudo por causa do vermelho. Há anos esperava encontrar um vermelho adequado para dar vazão a um desejo de vermelho.
Não é bem esses dos esboços que mostro aqui. É o Red Deep do giz pastel oleoso da Sennelier.
Vou fazer mais esboços, não estou satisfeita com estes dois.
Estou aceitando o desafio de ver onde colocar meu vermelho. Sem ele não vou ficar.
É uma decisão inabalável.
Anoto informações para mim mesma.
Isso tudo pode ser mudado no momento de colocar no papel definitivo, mas resolvi fazer esse exercício prévio para aquecer as ideias. Este ano quero que seja de muitos desenhos.
O desenho acima é antigo, está esperando cor faz tempo.
Eu o reencontrei e ele ficou habitando minha imaginação, pedindo papel grande. Mas estou enroscada com as cores, como se pode notar.
Temos de chegar a um consenso, o desenho, as cores, os materiais e eu.
e volto a fazer esboços.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Iberê em 55 segundos
Exigente? Não. Artista, artista, artista, pintor, gravador, Iberê Camargo.
A arte dele pedia boa tinta, de qualidade, a melhor (im)possível. A vida dele era aquilo de pintar por um mundaréu de horas, à exaustão.
A obra exigia tinta de verdade, com relação a pigmentos, resistência à luz. A busca pela permanência da obra já que a de si mesmo sabia inútil tentar alcançar.
Era um homem, um artista, um mestre.
Se hoje tenho para mim que os materiais precisam ser de alta qualidade, se sinto a arte com uma responsabilidade, com seriedade, com certa característica de sagrada, isso é em parte "herdada" de Iberê. Não tenho a pretensão de me colocar ao lado ou nas proximidades dele, Iberê é enorme.
Na quarta passada, assisti a um vídeo em que se vê e ouve Iberê. Ele pinta e despinta um rosto. A modelo em sua mirada.
As cores, o fazer, suas palavras:
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